Por tiago.frederico

Rio - O mundo pode viver nos próximos anos uma epidemia de diabetes. De acordo com estudo divulgado nesta quarta-feira pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença tem matado mais do que a Aids e os casos não param de crescer. Em 1980, havia 108 milhões de diabéticos, o equivalente a 4,7% da população mundial. Em 2014, este número subiu para 422 milhões (8,5%). A doença está relacionada a 3,7 milhões de mortes todos os anos e a OMS estima que até 2030 o diabetes seja a sétima maior causa de mortes.

Segundo o documento, a maior parte dos diabéticos vive em países em desenvolvimento. Metade das pessoas com a doença mora em cinco países: China, Índia, Estados Unidos, Indonésia e Brasil. A doença matou 1,5 milhão de pessoas em 2012 e mais 2,2 milhões morreram em decorrência dela. Dessas mortes, 43% foram prematuras — antes dos 70 anos de idade — e seriam evitáveis.

O documento se baseou em 751 estudos abrangendo 4,4 milhões de pessoas que representavam 200 países. Ainda de acordo com a OMS, de cada três pessoas com mais de 18 anos, uma apresenta sobrepeso, principal fator de risco para a doença.

As taxas de glicose acima do normal aumentam o risco de doenças cardiovasculares. O presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes, Leão Zagurir, explica que uma pessoa com nível de glicose acima de 126 miligramas por cento já é considerada diabética. Já quem tem entre 111 e 126 miligramas pode desenvolver a doença.

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