Por thiago.antunes

Istambul - Pelo menos 11 pessoas morreram, e outras 36 ficaram feridas na explosão de carro-bomba ao lado de um ônibus policial que circulava no centro histórico de Istambul, na Turquia. Sete dos mortos eram policiais. O país se encontra em alerta: Istambul foi cenário este ano de dois atentados suicidas atribuídos ao Estado Islâmico em pontos turísticos, que deixaram 15 mortos.

O atentado aconteceu às 8h40, quando o veículo com os agentes circulava perto de um ponto de ônibus no bairro de Beyazit Vezneciler, nas proximidades de uma universidade e de lugares de interesse turístico na parte europeia da cidade.

Os danos foram consideráveis, com vários veículos carbonizados e o ônibus policial parcialmente destruído. Lojas e edifícios nos arredores foram evacuados porque a explosão foi acionada remotamente e os responsáveis poderiam estar nos arredores.

Bomba foi detonada a distância%2C matando sete policiais e quatro civis. Estrago no entorno foi grandeEfe

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, responsabilizou o grupo armado Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK). “Atentam em todos os lugares. Os terroristas não dormem”, garantiu Erdogan à imprensa após visitar feridos no hospital.

Em março, um atentado suicida com carro-bomba do grupo armado Falcões pela Liberdade do Curdistão, perto de um ponto de ônibus em Ancara, causou 37 mortes e mais de 100 feridos. O TAK também reivindicou a autoria de atentado em fevereiro contra comboio militar no centro de Ancara, com carro-bomba conduzido por um suicida que causou 28 mortes.

Dos 12 atentados cometidos entre janeiro e junho de 2016, três foram reivindicados pelo grupo Estado Islâmico e mataram, no total, 19 pessoas. No primeiro, um suicida matou 12 turistas alemães no bairro de Sultanahmet, o centro histórico de Istambul, no dia 12 de janeiro. No dia 19 de março, um homem-bomba se detonou num centro comercial, matando quatro turistas.

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