Assassino de deputada admirava neonazistas

Polícia interroga acusado de balear parlamentar contrária à saída do Reino Unido da União Europeia. Primeiro-ministro presta homenagem a Jo Cox

Por felipe.martins , felipe.martins

Rio - A polícia britânica está refazendo os passos de Tommy Mair, o homem que matou a tiros a deputada trabalhista Jo Cox, na noite de quinta-feira, num crime que chocou o Reino Unido e paralisou até segunda-feira a campanha da consulta pública sobre a saída do país da União Europeia. Jo tinha acabado de participar de comício pela permanência quando foi alvejada. Testemunhas dizem que Mair gritara “Reino Unido primeiro” antes de disparar. Nesta sexta-feira várias homenagens a Jo pararam os britânicos.

Tommy Mair tem 52 anos e, segundo a família, sofre de distúrbios mentais. Mas ele era associado à extrema-direita e, segundo a polícia,comprou livros do grupo neonazista americano National Alliance. Uma das faturas, datada em 1999, demonstra que Mair gastou mais de US$ 620 em livros como ‘Química de pós e explosivos’, ‘Incendiários’ e ‘Manual de munição improvisadas’, que detalham como construir uma pistola com peças disponíveis em qualquer loja de bricolagem.

David Cameron%2C o primeiro à esquerda%2C deposita flores em memória de Jo Cox em Birstall%2C onde foi mortaEfe

A bandeira britânica ficou a meio mastro no Palácio de Westminster, sede do Parlamento, em sinal de luto pela morte da política trabalhista, baleada na cidade de Birstall, norte da Inglaterra. Ao ficar vacante a cadeira de Cox — por Batley e Spen —, os conservadores informaram que não vão escolher o novo deputado, em sinal de respeito. O primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, e o líder da oposição trabalhista, Jeremy Corbyn, foram a Birstall em sinal de solidariedade.

O assassinato de Cox é o primeiro contra um deputado desde que o Exército Republicano Irlandês (IRA) matou o conservador Ian Gow em 1990, quando Margaret Thatcher ainda estava no poder. A Polícia e as autoridades parlamentares revisam a segurança dos deputados, pois estes não costumam andar com proteção a menos que façam parte do governo.

Com EFE e Telegraph

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