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Dezenas de pessoas morrem na Rússia após beberem loção para banho

Segundo a imprensa local, devido à profunda recessão da economia russa desde 2014, os russos com menores ingressos não podem se permitir comprar vodca legal e consomem maciçamente produtos que incluem álcool, como colônias e loções

Por rafael.nascimento

Moscou - Pelo menos 33 pessoas morreram na cidade siberiana de Irkutsk por ingerir supostamente uma loção para banho à base de álcool, informaram nesta segunda-feira os serviços e emergências local.

"Segundo os últimos dados, foram hospitalizadas 54 pessoas com sintomas de intoxicação, das quais 34 morreram", informou o Departamento regional do Comitê de Instrução da Rússia (CIR).

Loção para banho à base de álcool que foi bebida Reprodução Twitter

O prefeito de Irkustk, Dmitri Berdnikov, declarou estado de emergência na cidade e anunciou a proibição provisória da venda de todos os tipos de líquidos que contêm álcool, se não forem bebidas alcoólicas certificadas. Por sua vez, o Comitê de Instrução da Rússia deu início a um caso penal, embora as informações destacam que o rótulo de dito produto indica claramente que sua ingestão é proibida.

De acordo com as autoridades locais, o número de vítimas mortais pode aumentar porque outras 16 pessoas intoxicadas se encontram hospitalizadas e os médicos temem por suas vidas.

Segundo a imprensa local, devido à profunda recessão da economia russa desde 2014, os russos com menores ingressos não podem se permitir comprar vodca legal e consomem maciçamente produtos que incluem álcool, como colônias e loções. Isto aumenta o número de intoxicações mortais, especialmente nas férias natalinas, quando dispara o consumo de álcool.

Perante a gravidade das intoxicações em Irkustk, o primeiro-ministro da Rússia, Dmitri Medvedev, ordenou endurecer o controle sobre a comercialização de todos os produtos que contêm álcool. "Sem dúvida, é uma tragédia terrível. Trata-se de um problema que é bem conhecido. O presidente (Vladimir Putin) foi informado e, claro, esta situação requer muita atenção e a adoção de medidas", disse à imprensa o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov. 

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