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Presidente da Colômbia confirma 112 mortes por cheia de rios

Avalanche de água e pedras causada pelo transbordamento de três rios, que arrasou vários bairros da cidade de Mocoa, arrasou vários bairros

Por adriano.araujo , adriano.araujo

Rio - O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, confirmou neste sábado que pelo menos 112 pessoas morreram em uma avalanche de água e pedras causada pelo transbordamento de três rios, que arrasou vários bairros da cidade de Mocoa, capital do departamento de Putumayo, no sul do país. A informação é da Agência EFE.

"Acabam de reportar que estamos em 112 (mortos). Não sabemos quantos serão, seguimos buscando e a primeira coisa que quero dizer é que meu coração e o de todos os colombianos estão com as vítimas desta tragédia", disse Santos aos jornalistas ao chegar a Mocoa.

A tragédia ocorreu na noite desta sexta-feira, após uma forte chuva aumentar o nível dos rios Mocoa, Sangoyaco e Mulatos, que transbordaram e provocaram uma avalanche de água e pedras que levou tudo o que encontrou pelo caminho.

Ao ser informado, Santos viajou a Mocoa para supervisionar os trabalhos de resgate que estão a cargo das unidades militares na região.

O presidente explicou que a primeira notícia que teve da tragédia foi de madrugada, quando foi avisado pelo diretor-geral da União Nacional para a Gestão do Risco de Desastres (UNGRD), Carlos Ivan Márquez.

O número de mortos cresceu progressivamente ao longo da manhã. O governante comentou que "30% da chuva de um mês aconteceu ontem à noite e isso gerou um repentino aumento de vários rios", o que produziu as avalanches.

Devido à dimensão da tragédia, os serviços de emergência do principal hospital da cidade (de aproximadamente 45 mil habitantes) colapsaram pela quantidade de feridos, segundo detalhou o comandante da Brigada 27 do Exército, general Adolfo Hernández.

O oficial detalhou que também "estão sendo feitos esforços de busca no setor de Puerto Limón, onde apareceram alguns corpos".

Sobre a situação em Mocoa, cidade situada no meio da floresta da região amazônica que só se comunica com o restante do país por via aérea e por uma precária estrada, o militar afirmou que já começaram a chegar auxílios, apesar das dificuldades de acesso.

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