A Nissan inaugurou nesta terça-feira a primeira fábrica 100% brasileira em Resende, com investimento de 2,6 bilhões de reais. Inicialmente a fábrica empregará 1,5 mil funcionários, mas a meta é chegar a 2 mil quando a instalação atingir sua capacidade máxima de produtividade. No evento, foram lançados dois modelos que serão fabricados no Rio de Janeiro, como o March 1.6 16V flex - atualmente composto por 60% de equipamentos locais - e o modelo Versa 1.6 16V flex.
Para o governador do Rio Luiz Fernado Pezão, “além de trazer investimentos, [a nova fábrica] torna o Rio um polo de autopeças. O estado do Rio se solidifica como segundo polo automotivo do país”. Pezão acrescentou que a empresa também implantará um centro de pesquisa em engenharia, um dos 16 que estão se instalando no Rio de Janeiro.
O presidente da Nissan Brasil, François Dossa, lembrou que, além desses investimentos fabris e industriais, a empresa está investindo em educação, mobilidade sustentável e meio ambiente.
A fábrica terá capacidade para produzir 200 mil motores e a mesma quantidade de carros por ano. A empresa informou que já possui quatro fornecedores de peças dentro da fábrica e dois outros externos.
Também estiveram presentes na inauguração o prefeito de Resende, José Rechuan Júnior, o presidente da Nissan América Latina, José Valls e o chairmain e CEO mundial, Carlos Goshn.
A Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico estima arrecadar R$ 240 milhões por ano, em Imposto sobre Operações Relativas a Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços, com a operação da planta.
O secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Júlio Bueno, disse que a fábrica é importante porque demonstra uma diversificação econômica do Rio de Janeiro e reduz a dependência do estado do petróleo. “O petróleo fará o Rio crescer nos próximos 30 anos. O Brasil sairá de 2 milhões de barris por dia para 5 milhões até 2035. Mas isso não basta. O Rio precisa ser além do petróleo”, afirmou Bueno.
Para o prefeito de Resende, José Rechuan, a planta contribui para o desenvolvimento da região, que já é um consolidado pólo automotivo. “A cidade de Resende está acostumada ao desenvolvimento. Fomos pioneiros no café. Nos anos 40, se instalou a Academia Militar das Aguilhas Negras. Nos anos 60 e 70, foram as indústrias químicas. Nos anos 90, se inicia a história automotiva da nossa cidade. Agora recebemos com muito orgulho essa fábrica. À medida em que as fábricas vão chegando, também são construídas escolas, hospitais, ensino técnico”, disse Rechuan.
A fábrica de Resende é a segunda da Nissan no Brasil, já que a empresa possui uma planta no Paraná, em parceria com a Renault, onde produz os modelos Frontier e Livina. Está prevista ainda a construção de um centro de pesquisas no Rio de Janeiro.
A presidente Dilma Rousseff, que havia confirmado presença no evento, não compareceu devido ao mau tempo, segundo informações da assessoria de imprensa da empresa.