Por bruno.dutra

Rio - Criado para impulsionar a venda de produtos de micro e pequenas empresas, além de microempreendedores individuais, antes e depois da Copa do Mundo no Brasil, o programa Sebrae 2014 gerou R$ 560 milhões em negócios, sendo R$ 113 milhões somente durante o Mundial.

O trabalho teve como foco principal as 12 cidades-sede da Copa (Brasília, Belo Horizonte, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo) e em mais duas capitais: Goiânia e Campo Grande.

Quase 50 mil empresas foram atendidas pelo Sebrae 2014 desde que ele foi criado, em 2011, com o objetivo de capacitar as empresas para oportunidades criadas pela competição. Destas, mais de 17 mil tiveram diagnósticos realizados pelo Sebrae para melhorar suas operações na apresentação do produto, embalagens e gestão financeira, entre outras atribuições, para que se tornassem mais competitivas.

O portal Sebrae 2014 divulgou cerca de 230 mil oportunidades de negócios, que foram visualizadas por mais de 1,2 milhão de pessoas. Os acessos foram de 141 países e de 3.435 cidades diferentes.

“Nosso foco sempre foi trabalhar com empresas já constituídas e que iriam continuar no mercado mesmo depois da Copa. Considero como grande legado o fato desses pequenos negócios terem hoje muito mais competitividade, por conta das certificações, maior conhecimento da demanda e identificação de novos mercados. Deste universo, dez mil empresas continuam com o Sebrae, um indicador de fidelização e compromisso com o crescimento de longo prazo”, avaliou Luiz Barretto, presidente da instituição.

Com 549 produtos expostos e um total de 8.500 itens vendidos, a loja Mosaico, instalada no aeroporto de Brasília, por exemplo, teve, em 91 dias de funcionamento — antes e depois da Copa —, vendas de R$ 186 mil. As lojas Mosaico, espalhadas pelas cidades-sede do evento se tornaram um dos meios de exposição dos produtos desenvolvidos pelos participantes do programa. Ajudaram nas vendas e permitiram ao Sebrae identificar as possibilidades deste formato de loja para eventos futuros.

Ao todo, o Sebrae investiu cerca de R$ 90 milhões no projeto, desde a sua concepção até o início da Copa. Os segmentos que receberam investimentos em capacitação e consultoria para entrar em campo prontos para competir foram Moda, Artesanato, Construção Civil, Turismo, Economia Criativa, Serviços, Comércio Varejista, Tecnologia da Informação, Indústria de Móveis e Agronegócios, entre outros.

Todo o trabalho realizado pelo Sebrae para a Copa servirá de base para projetos, desta vez visando a geração de negócios durante os Jogos Olímpicos Rio 2016, que acontecem na capital fluminense. O trabalho não vai se restringir à cidade que será sede das Olimpíadas e deverá gerar novas oportunidades de negócios em municípios vizinhos.

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