Por marina.rocha
Publicado 01/01/2015 22:50 | Atualizado 01/01/2015 22:57

Niterói - Sei que a Gruta é um restaurante badalado e muito sobre ela já se escreveu, mas até por isso mesmo, eu não podia deixar de visitá-la nesta época. Aliás, eu e muitas outras pessoas porque a fila estava bem grande.

Apesar das melhores referências, decidimos fugir do bacalhau e o chef Alexandre Henriques nos sugeriu provar o Arroz de Pato. A ave fica em cocção noturna na gordura até que sua carne desmanche. Só ouvir a descrição do chef sobre todo o processo de feitura do prato já deu água na boca.

O restaurante é administrado por Dona Henriqueta e seus filhos Alexandre e MarceloAlexandre Vieira / Agência O Dia

Dona Henriqueta, a matriarca, veio de Alcobaça, em Portugal, para se fixar no Brasil. Aqui, a jovem que gostava de costurar conheceu Agostinho e teve os filhos: Alexandre e Marcelo.

Depois de oito anos de casados veio a viuvez, mas Agostinho deixou uma pensão que abrira, em 1977, e que foi o início de um negócio que prosperou nas mãos da família, sob as bênçãos de Santo Antônio que, entronizado no salão, zela até hoje por todos ali.

Dona Henriqueta é super exigente e está sempre na cozinha supervisionando tudo. O filho Alexandre é o chef que introduz as novidades — ele adora viajar —, cria novos pratos e cuida dos detalhes. Eles fazem questão de ir até às mesas para verificar a aceitação de seus pratos e “colhem as glórias”. Marcelo cuida da administração.

Primeiro, fomos apresentados aos bolinhos de bacalhau, é claro! Os deles são inigualáveis: casquinha crocante e bem macios por dentro. Depois, camarões graúdos empanados e molho tártaro feito na casa.

Lá, pode-se também saborear o Pata Negra Ibérico, ou o queijo português da Serra da Estrela. E sardinhas portuguesas assadas na brasa, além de 12 variedades de pratos feitos com bacalhau. Todas as refeições são para duas pessoas, o que atenua o preço salgado.

E eis que chega o Arroz de Pato... A camada de cima é mais crocante e tem chouriço de pata negra, embaixo é macio com pedaços da ave que desmancham na boca. É dos deuses... O gosto persiste na boca. E uma pimentinha surge de vez em quando.

O cardápio é verdadeiramente português, inclusive, as sobremesas. Provamos o Paio Fingido, um ‘salame’ feito com biscoito, chocolate e vinho do porto.

A casa tem livro próprio publicado, já ganhou vários prêmios e é recomendada por guias conhecidos e tudo isso com muita propriedade.

Coluna de Suzana Blass

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