'Chapa Quente' mostra rotina de um salão de beleza em São Gonçalo

Programa da TV Globo estrei na próxima quinta-feira

Por marina.rocha

Niterói - A chapa vai esquentar em São Gonçalo a partir da próxima quinta-feira, à noite. Mas, não precisam se preocupar porque, dessa vez, a expressão muito usada quando algo de ruim está para acontecer, tem um significado completamente diferente. Nesse caso ele é sinônimo de diversão e muitas gargalhadas. É o que promete Chapa Quente, nome do programa da TV Globo, que se passa em São Gonçalo, mais precisamente num salão de beleza.

O cotidiano da cidade será retratado de forma divertida com situações inusitadas que serão vividas por Ingrid Guimarães, Leandro Hassum, Thiago Abravanel, Lúcio Mauro Filho, Paulinho Serra, entre outros atores. Mas o seriado também vai dar uma cutucada, como diz Hassum, na questão social e econômica da cidade e promete emocionar.

Elenco promete caracterizar personagens com a ‘cara da cidade’%2C mas os cabeleireiros da cidade estão apreensivos e com medo de virar ‘caricatura’TV Globo / João Miguel Júnior

O ator será Genésio, marido de Marlene, vivida por Ingrid Guimarães. No alto de seus quarenta e poucos anos, é desempregado e passa o dia no Bar da Creuza (Ana Baird) e conta com Marreta (Paulinho Serra) para conseguir dinheiro fácil. “É uma série de humor, mas dá uma cutucada social, econômica e ainda emociona. Isso é muito importante para que o público em casa se identifique não só com as nossas piadas. O Genésio é um cara apaixonado pela mulher e, em cada episódio, vai tentar arrumar grana de alguma forma, sempre atrás de emprego”, adianta o ator.

“O Genésio é a cara do humor brasileiro, que tem esse espírito para cima, é esperançoso, e esse programa traz isso, a chapa esquenta, mas a gente não perde o humor”, opina ele.
Marlene é quem vai mandar na casa. O estilo nada básico — saltão e muito brilho — Ingrid diz que foi inspirado nas gonçalenses. “Lá é tudo exagerado! Muito brilho, muita cor, muita produção. Não tem nada básico. Para passar o dia trabalhando no salão, as mulheres botam um saltão. Lá, você não simplesmente pinta a unha, tudo é uma superprodução”, conta a atriz.

O seriado, segundo ela, é, na verdade, um retrato de uma parte do Brasil. “Um Brasil de gente batalhadora, raladora, que é do subúrbio e que realmente vive na 'Chapa Quente', o que faz com que todas as emoções estejam a flor da pele. Isso é retratado através de vários arquétipos que o público certamente reconhecerá: do policial ao bandido, da dona do salão, da dona do bar que quer roubar o marido da outra, à menina mais nova que é pegadora. Os brasileiros vão identificar esses personagens, que todo mundo conhece um”, avalia Ingrid.

Monic Ferreira, dona do salão Monic, no Rocha, em São Gonçalo, tem opinião dividida sobre a série. “A sátira muitas vezes exagera na caracterização do profissional. Mostra um cabeleireiro que estraga o cabelo da cliente ou o salão como um lugar de fofoca. Mas também tem seu lado legal porque retrata o cotidiano de um lugar onde as mulheres se descontraem e vão para ficar bonitas”, diz a empresária.

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