Por paola.lucas
Niterói - Vem aí mais um golaço do Instituto Vital Brazil. Em uma parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a unidade vai produzir um soro contra o vírus Zika. A finalidade é o tratamento dos indivíduos que já estão contaminados. A previsão é de que a solução fique pronta em três anos.
Expectativa é que o soro inative o vírus imediatamente após a aplicaçãoJoão Prudente / Divulgação

O presidente do Instituto, Antônio Joaquim Werneck explica que a expectativa é que o soro inative o vírus, o que reduziria os casos de microcefalia causados pelo Zika.“Vamos trabalhar com o intuito de que a ação deste soro seja como a do soro contra a raiva. Quando aplicado, o vírus é imediatamente inativado no paciente. No caso de mulheres grávidas, acreditamos que, se aplicado assim que confirmado o diagnóstico, evitaremos que o vírus aja no sistema neurológico do feto”, detalhou.

A notícia veio em boa hora, quando o vírus está se alastrando pelo país. De acordo com o Ministro da Saúde, Marcelo Castro, o problema número um do Brasil é a microcefalia, que está associada ao vírus zika.
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A doença é uma malformação congênita, em que o cérebro do bebê não se desenvolve de maneira adequada. Neste caso, os pequenos nascem com perímetro cefálico menor que o normal, que habitualmente é superior a 32 cm.
Até o dia 9 de janeiro, foram notificados à Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério 3.530 casos suspeitos de microcefalia, identificados em 720 municípios de 21 estados do Brasil.
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Diversas são as ações em busca de uma solução para o caso Zika, na última semana o ministro anunciou que em fevereiro o Ministério começará a distribuir as primeiras 50 mil unidades dos kits discriminatórios para dengue, zika e chikungunya. E fique atento para os sintomas da doença: febre, manchas pelo corpo com coceira, dor de cabeça e nas articulações, além de enjoo e dores musculares.