Entidade registrou quatro mortes de rodoviários em sua base, dois doentes em recuperação e 17 casos sob suspeita - Divulgação / Sintronac
Entidade registrou quatro mortes de rodoviários em sua base, dois doentes em recuperação e 17 casos sob suspeitaDivulgação / Sintronac
Por Irma Lasmar
Niterói - O Sindicato dos Rodoviários de Niterói a Arraial do Cabo (Sintronac) enviou ofício às empresas de ônibus e prefeituras dos 13 municípios de sua área de atuação reivindicando testes para detecção do novo coronavírus em motoristas, cobradores e despachantes. No documento, também exige a adoção, pelas empresas e autoridades municipais, da higienização dos coletivos, que são vetores potenciais da doença, e a aplicação de multas para os passageiros que não utilizarem máscaras no interior dos ônibus.

As medidas, na avaliação da Diretoria do Sintronac, são urgentes diante do aumento dos casos de infecção por Covid-19 na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. O sindicato tomou conhecimento de pelo menos quatro mortes de rodoviários em sua base, dois pacientes em recuperação e 17 casos sob suspeita. Os números, no entanto, podem ser maiores, uma vez que muitos rodoviários ficaram sem trabalhar em consequência da redução da circulação dos ônibus municipais e intermunicipais, e as cidades - à exceção de Niterói, segundo a entidade - não estão fazendo testagem em massa para detecção da doença.
Em 27 de abril, o mesmo sindicato já havia exigido de prefeituras e autoviações o fornecimento de máscaras e álcool em gel para os rodoviários e uma intensa fiscalização para que não houvesse circulação de pessoas desprotegidas no interior dos coletivos. Porém, de acordo com o presidente do Sintronac, Rubens dos Santos Oliveira, até hoje há passageiros que insistem em embarcar sem o equipamento de proteção.
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“Não é possível que trabalhadores essenciais, como os rodoviários, ainda estejam sendo tratados dessa forma pela sociedade. Teremos que acionar o Ministério Público do Trabalho, o Estadual ou o Federal para que medidas óbvias tenham que ser adotadas para salvaguardar as vidas de milhares de trabalhadores? Teremos que parar totalmente o transporte por ônibus? Não é mais necessário dizer que estamos diante de um fenômeno, que já marcou uma geração e expôs todas as deficiências das saúdes pública e privada. O que mais falta para que empresas e autoridades públicas reconheçam isso?”, indaga o líder sindical.
As prefeituras e as empresas de ônibus ainda não emitiram resposta ao documento.