Psicóloga Andréa Ladislau - Divulgação/Pedro Costa
Psicóloga Andréa LadislauDivulgação/Pedro Costa
Por O Dia

Não é fácil para uma criança compreender o cenário desenhado pela pandemia do coronavírus. A suspensão das aulas, a limitação de brincadeiras e atividades por conta da quarentena e a interação com amigos, e até mesmo familiares, ficou prejudicada. A nova rotina traz preocupações aos pais sobre possíveis transtornos psíquicos que podem afetar os pequenos neste momento, como revela a psicanalista Andrea Ladislau:

"Se, para o adulto, é difícil, imagine para as crianças. Como explicar a restrição de liberdades para elas, que são ativas e cheias de energia? Tudo isso gera uma série de questionamentos e os pais precisam ficar atentos", avalia.

Doutora em Psicologia, Andrea suspendeu o atendimento presencial nos consultórios de Ipanema e Niterói. Adaptada à nova realidade, ela tem atendido uma média de 50 pacientes por semana, a maioria por chamadas de vídeo pelo WhatsApp. Com um artigo publicado sobre a dinâmica comportamental das crianças durante a pandemia do coronavírus, ela orienta os pais a observarem os sinais demonstrados pelos filhos.

"Esse momento de medo gera instabilidade emocional. É preciso observar, pois cada criança reage de uma maneira. Muitas podem não sentir o efeito do confinamento por conta da maior presença dos pais no dia a dia. Caso seja muito ativa e sociável, vai sentir falta desse universo. É preciso estar atento a sinais de irritabilidade, introspecção e ansiedade", destaca Andrea.

A psicanalista acredita que o mundo não será mais o mesmo depois da pandemia, e que o atual panorama criou uma oportunidade para pais e filhos se conectarem mais por meio da realização de atividades simples, como brincar ou estudar juntos. Segundo ela, a verdade é o melhor caminho para criar uma sensação de segurança para as crianças:

"O isolamento trouxe a chance de mudarmos. É a oportunidade de acolher, olhar, escutar e deixar os filhos se posicionarem. A pandemia é real e os pais não podem esconder a verdade. De forma lúdica, é possível orientar e alertar as crianças sem gerar pânico".

Você pode gostar
Comentários