Depois da 'live', a entrevista ficará disponível no canal www.youtube.com/TVODia - Arte/divulgação
Depois da 'live', a entrevista ficará disponível no canal www.youtube.com/TVODiaArte/divulgação
Por Irma Lasmar
Niterói - O cantor, compositor, apresentador de rádio e de TV, ator e galã Ronnie Von tem encontro virtual marcado com O DIA nesta segunda-feira, às 17h, pelo Instagram @odiaonline. À beira de completar 76 anos de idade, o niteroiense Ronaldo Nogueira vai rememorar sua trajetória em entrevista de vídeo ao vivo, em que falará desde a escolha do nome artístico até a consagração profissional. Depois da live, a entrevista ficará disponível no canal do jornal no YouTube: www.youtube.com/TVODia.
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A voz que eternizou canções como A Praça, de Carlos Imperial, e Meu Bem, sua própria versão em português do sucesso Girl, dos Beatles, também apresentou dez programas de TV, incluindo edições especiais, e outros dois em rádio. O belo rosto de olhos claros adornado de cabelos esvoaçantes estreou na TV em 1966 com O Pequeno Mundo de Ronnie Von, na Record, interpretando um personagem inspirado no livro O Pequeno Príncipe, o que lhe rendeu o apelido de Príncipe dado por Hebe Camargo que carregaria até o fim e seria motivo de instigação pela mídia a uma certa rivalidade com o rei Roberto Carlos. 
No final dos anos 60, Ronnie Von gravou músicas fora dos padrões da época que causaram certo estranhamento - vide o título de um dos discos, A Misteriosa Luta do Reino de Parassempre Contra o Império de Nuncamais, de 1969), mas cujos vinis depois se tornaram valorizadíssimos, principalmente após uma publicação austríaca especializada considerar um deles o melhor LP de rock psicodélico do mundo. O preço inclusive subiu exorbitantemente e se tornou peça de colecionador - fase que lhe valeu até um tributo nos anos 2000 organizado pelo extinto Orkut, com a participação de trinta bandas. Vendeu mais de dez milhões de discos incluindo Brasil, Europa e América Latina. 
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O artista participou de sete filmes e especiais de TV, além de protagonizar a telenovela Cinderela 77 e integrar o elenco de outras na Tupi. No final dos anos setenta, teve uma doença com sintomas semelhantes aos da síndrome de Guillain-Barré, que o paralisou as pernas por meses. Soma três casamentos e três filhos, além de uma experiência de tutela que lhe rendeu em 1995 o livro "Mãe de Gravata", sobre ter a guarda dos filhos após a separação, e ainda um novo programa de TV, homônimo ao livro, exibido pelas TVs Gazeta e CNT, criado especialmente para abordar o assunto. Em 2014, a editora Planeta lançou sua biografia, intitulada "O Príncipe que podia ser Rei", escrita por Antonio Guerreiro e Luiz Cesar Pimentel.