'Precisaremos atender bem menos do que a nossa capacidade para não promover aglomeração', explica Marcos Aurélio Silva, empresário e cabeleireiro - Divulgação / Guilherme Petri
'Precisaremos atender bem menos do que a nossa capacidade para não promover aglomeração', explica Marcos Aurélio Silva, empresário e cabeleireiroDivulgação / Guilherme Petri
Por Irma Lasmar
Niterói - A reabertura de alguns segmentos comerciais nesta semana mobilizou a redefinição da rotina de trabalho em função da pandemia de covid-19 ainda existente. No caso dos salões de beleza, por exemplo, cuja relação com o cliente envolve o toque, a precaução se faz ainda mais necessária para evitar possíveis contágios. As medidas de segurança, aplicadas tanto aos profissionais quanto à clientela, envolvem desde a aferição da temperatura e a troca de sapados na entrada até a esterilização constante através do álcool a 70% das mãos, dos utensílios, das cadeiras e das bancadas, incluindo os celulares manuseados por todos. Para auxiliar os empresários da beleza na adequação dos procedimentos ao novo momento que se instaurou, a subsecretária municipal de Saúde transmitiu no sábado passado um treinamento por vídeo ao vivo pelas redes sociais da Prefeitura.
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Para o empresário e hair stylist Marcos Aurélio Silva de Almeida, este momento é essencial para os proprietários de centros de beleza, que vivem do capital de giro. "Depois de 60 dias em quarenta, é muito importante para os salões voltar a produzir renda diária, pois somente daí vem nosso sustento. Claro que teremos algumas dificuldades no início, já que precisaremos atender bem menos do que a nossa capacidade, de acordo com agendamentos em largos intervalos, para não promover a aglomeração de pessoas. As normas e as orientações da subsecretária de Saúde foram muito importantes e esclarecedoras para cabeleireiros e donos de estabelecimentos. No meu salão, além das normas municipais, iremos ligar para todas as clientes marcadas para reiterar nossos procedimentos de segurança, que inclui kits individuais com toalhas, capas e aventais para o atendimento de cada cliente", destaca o dono do LKM Cabeleireiros, que funciona na Rua da Conceição, no Centro.
A empresária Rosana Paes revela que já havia treinado sua equipe na sexta-feira, por videoconferência, segundo os ditames da cartilha elaborada pelo Sebrae, com orientações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da Organização Mundial da Saúde (OMS), e o dia seguinte todos assistiram ao vídeo da Prefeitura contendo as mesmas colocações. "Alinhamos todos os procedimentos: cliente ou funcionário com temperatura acima de 37,7 graus não entra, e sim orientamos a voltar para casa; os profissionais chegam, substituem o calçado por uma sapatilha descartável, chamada propé, e vão direto trocar a roupa que vieram da rua por outra limpa para uso somente interno; e lavam as mãos a cada atendimento. Bancadas e cadeiras são higienizadas com álcool 70. A cada 100 metros quadrados só podem haver 25 pessoas, incluindo equipe, com distância de quatro metros entre os atendimentos, por isso desativamos algumas cadeiras e lavatórios. Bem como também não faremos, como de praxe, vários procedimentos simultâneos na mesma cliente, mas agora um de cada vez. Sobre a proteção do rosto, os funcionários usam protetor facial face shield, de acrílico antirrespingos, além das máscaras de pano trocadas a cada duas horas. E se a cliente chegar sem máscara, damos uma descartável para ela", conta ela, que administra o Espaço Juliana Paes, na Rua Miguel de Frias. 
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Nilton Nunes, sócio do Evidence Beauty & Spa, diz ter estudado protocolos de prevenção internacionais, de lugares que já retomaram suas atividades, como Nova Zelândia e Holanda. "Estamos higienizando sapatos, mãos e utensílios pessoais, como chaves e celulares, logo na entrada do salão, após ser verificada a temperatura corporal. Não é permitida a entrada de menores de 12 anos nesse primeiro momento, mesmo que como acompanhantes. Serviremos água somente em copos descartáveis. Disponibilizamos álcool em gel para higiene pessoal e amônia quaternária diluída em água na proporção correta para sanitização de bancadas, chão e cadeiras. Aliás, contratamos uma empresa para realizar, uma vez por semana, a mesma desinfecção feita pela Prefeitura na cidade, além de aumentarmos a equipe de limpeza da loja. Como o estabelecimento começou o ano em processo de expansão, temos espaço para cumprir a metragem quadrada exigida para segurança de todos", enumera o empresário do salão situado na Rua Coronel Moreira César, que garantiu disponibilizar, por conta da casa, todos os equipamentos de segurança necessários aos funcionários.