Em 2020, em função da pandemia, o projeto sofreu uma interrupção e agora será retomado pela nova gestão da Prefeitura de Niterói
Em 2020, em função da pandemia, o projeto sofreu uma interrupção e agora será retomado pela nova gestão da Prefeitura de NiteróiFoto Assessoria
Por O Dia
Niterói - Doze jovens niteroienses irão trabalhar como voluntários do projeto Restauração Ecológica e Inclusão Social, desenvolvido pela Secretaria de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade de Niterói (SMARHS). Eles serão responsáveis pelo plantio de mudas e sementes de plantas nativas, que serão utilizadas no reflorestamento de áreas de restinga, manguezais, ilhas e de mata.

Os voluntários participaram de um encontro de capacitação, ministrado pela professora Janie Garcia, do Laboratório Horto-Viveiro da Universidade Federal Fluminense (UFF); e do cientista ambiental da SMARHS e especialista em agroecologia, Allan de Souza Gama Teixeira.

Além de aprenderem todo o processo de produção de mudas e detalhes sobre como o trabalho é desenvolvido em campo, incluindo medidas de segurança, também foram apresentados aos jovens os equipamentos de proteção individual (EPIs) e as ferramentas que serão utilizadas.


O projeto de Restauração Ecológica e Inclusão Social teve início em 2019, com investimento de R$ 2,9 milhões, financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a fundo perdido (não reembolsável), e tem duração de quatro anos.

O objetivo do programa é a restauração ecológica de 203,1 hectares de diferentes fitofisionomias da Mata Atlântica, contemplando a recuperação de 30,37 hectares de vegetação nas ilhas Pai, Mãe, Menina e do Veado, inseridas no Parque Natural Municipal de Niterói (Parnit) e no Parque Estadual da Serra da Tiririca (Peset); 65,30 hectares de manguezal no entorno da Laguna de Itaipu e Piratininga, inseridos parcialmente no Peset e no setor lagunar do Parnit; 21,16 hectares de vegetação de restinga em cinco praias do município (Itacoatiara, Camboinhas, Piratininga, Itaipu e Charitas); e 86,28 hectares de vegetação o Morro da Viração, em área inserida no Parnit.

Através destas medidas, contribui-se para um aumento de conectividade entre diferentes ecossistemas da Mata Atlântica, incremento da biodiversidade e melhoria das funções ecológicas prestados por estes ecossistemas. Além disso, como privilegia a compra de sementes advindas de comunidades tradicionais ou agricultores familiares, o projeto fortalece esta cadeia produtiva.



“Esse projeto tem uma grande importância para o nosso município, porque contempla o reflorestamento de áreas essenciais para os ecossistemas em torno da Mata Atlântica. Estamos retomando seu desenvolvimento, com alguns ajustes. O trabalho dos jovens voluntários é essencial para o sucesso do programa, ao mesmo tempo que promovemos a inclusão social e a consciência ambiental das comunidades envolvidas”, afirma o secretário e Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade, Rafael Robertson.

O subsecretário de Sustentabilidade, Allan Cruz, informa que, após a capacitação dos novos voluntários, o trabalho de plantio será retomado em abril.

“Esse projeto é muito importante para nossa cidade e para o meio ambiente. Após dois meses de muito trabalho, conseguimos realizar esse curso de capacitação, que foi o marco para o reinício do trabalho voluntário nas restingas. Na primeira semana de abril iniciaremos pela restinga da Praia de Itaipu, e também atuaremos em alguns pontos da restinga da Praia de Camboinhas, próximo à Associação de Windsurf, que é o núcleo náutico do Peset, gerido pelo INEA em cooperação com a Associação de Windsurf de Niterói. Também voltaremos para o Parnit, realizando o plantio de mudas de juçara com os voluntários do projeto EcoSocial e do parque, que contribuem muito para esse projeto. Vale ressaltar que a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) proclamou 2021-2030 a década da Restauração de Ecossistemas e Niterói já está fazendo a parte dela”, explicou Allan.

O projeto de Restauração Ecológica e Inclusão Social tem a parceria do Laboratório Horto-Viveiro da UFF, Secretaria de Conservação de Niterói, Clin, Resex de Itaipu e Piratininga e Parque Estadual da Serra da Tiririca (Peset).

Os voluntários - O subsecretário Allan Cruz destaca a participação dos voluntários para o sucesso do projeto.

“Eles são jovens apaixonados pela natureza. Contamos com a indicação da Reserva Extrativista Marinha de Itaipu (Resex) e de colaboradores. Entrevistamos mais de 20 jovens e selecionamos 12 para a retomada do projeto. São universitários, jovens com o sonho de ingressar numa universidade e alguns já com graduação. Temos espaço para todas as idades, o fundamental é ser conectado e apaixonado pela natureza”, diz.