Gabrielle e Marceli com as famílias: mães que enfrentam os desafios e encontram formas de superá-los, assumindo uma posição de liderança personalizada, sempre com muita ternura e um olhar atento
Gabrielle e Marceli com as famílias: mães que enfrentam os desafios e encontram formas de superá-los, assumindo uma posição de liderança personalizada, sempre com muita ternura e um olhar atentoImagem Arquivo
Por Luciana Guimarães
Niterói - É uma caminhada das mais árduas e das mais estupendas: a maternidade! Se você perguntar por aí, cada um a definirá de um jeito e todas as nomenclaturas são possíveis e aceitáveis.
Pode perguntar para Gabrielle Pinto. A empresária, mãe e avó, se desdobra em mil para dar conta da família e do negócio que só faz crescer. Há 2 anos, ela abriu a própria escola de confeitaria e hoje, já formou dezenas de alunas: "Sempre sonhei em ser dona do meu próprio negócio. Resolvi arriscar e deu tudo certo. Trabalho muitas vezes 16 horas por dia, mas empreender é como adotar um outro filho também. Você acompanha cada passo, crescimento. E minha família, entende, apoia e se orgulha de mim. Já mudei a vida de muitas mulheres que agora são capazes de se sustentar e mudar a realidade de suas casas.", revela.
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Empreendedorismo feminino nada mais é do que a mulher como protagonista da sua carreira, do seu negócio e da sua vida. Mulheres são capazes de obter resultados brilhantes à frente das empresas. Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), negócios que possuem mulheres em postos de liderança têm melhor desempenho, e isso também acontece no Brasil.
A flexibilidade de horário de trabalho permite que mulheres empreendedoras estejam presentes no desenvolvimento dos filhos, além de estar à frente de um negócio demanda comprometimento e estratégia. No entanto, além dos retornos financeiros que surgem com o bom trabalho, é muito inspirador, e emocionalmente mais saudável, encontrar um equilíbrio entre a vida profissional e pessoal. 
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Marceli Bastos também se encontrou nessa ambiguidade de sentimentos e junto com o consultório do qual é proprietária, a dentista se delicia com as conquistas em ambos os lados. "Ser mãe é quase que um privilégio inenarrável, é ser constantemente surpreendido sobre até onde vai a grandeza de amar. É conhecer o amor mais puro e sensível, aquele que tudo sente e que tudo semeia para crescer bonito. Mas, meu lado profissional me faz tão feliz quanto exercer a maternidade e minha filha é minha parceira e sempre entende minhas longas horas de trabalho como investimento pessoal e emocional.", revela a mãe da princesa Manu.
Gabrielle e Marceli estão sempre fazendo cursos de reciclagem e atentas às novas ferramentas que fomentem seus negócios. Sabem que, afinal, muito mais que comandar um negócio e obter lucro com ele, o empreendedorismo feminino empodera, oferece espaço de fala e visibilidade para falarmos sobre gênero, transforma a vida de toda uma comunidade e ajuda quem realmente precisa. 
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O dilema “tempo com os filhos versus carreira profissional” já fez parte da vida de muitas mulheres. Mas isso é coisa do passado e elas querem viver intensamente a maternidade, mas, ao mesmo tempo, progredir nos negócios, ter uma boa condição financeira para dar conforto a família ou realizar seus projetos pessoais.
"A maternidade e a dificuldade de se manter no mercado de trabalho, assim como a necessidade de sustentar a família solitariamente são realidades decorrentes da discriminação de gênero no mundo dos negócios. Muitos analistas acreditam que esta diferença só tende a diminuir quando a licença maternidade e paternidade sejam iguais. Por isso, mulheres que ousam, viram empresárias, empreendedoras e afins, mostram resistência, e são assim também, exemplos para os filhos.", avalia o psicólogo Matheus Ribeiro.
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Mulheres que estão cientes de que ao optar pelo empreendedorismo, e tendo seu próprio horário e escala, elas podem acompanhar sossegadas os primeiros passos das crianças, as apresentações escolares e as aulas de natação dos filhos, e ainda assim investirem na carreira com satisfatório retorno financeiro.
Se voltarmos um pouquinho na história, nada muito longe, veremos que a falta de liberdade e direitos chegava a um nível absurdo. Você imagina, por exemplo, uma mulher proibida de votar? Ou, quem sabe, pedindo permissão ao seu cônjuge para trabalhar?

Por mais perturbador que seja, essa realidade se fez presente durante séculos na vida da maioria das mulheres. Porém, ainda estamos longe de viver em um mundo ideal quando tratamos de igualdade de gênero e isso fica bem claro quando vemos os índices:

De forma geral, apesar de terem um nível de escolaridade 16% superior aos homens e desempenharem as mesmas funções que eles, as mulheres ainda recebem salários 50% menores. E se esse fato, por si só, já é assustador. Vale ressaltar que, de acordo com levantamento feito pelo Fórum Econômico Mundial, o Brasil só terá igualdade salarial em aproximadamente 100 anos, isso se o desenvolvimento atual for mantido.

Porém, com esse cenário, e todos os preconceitos e dificuldades que uma mulher encontra para alavancar a sua carreira, a cada dia, elas têm assumido posições de liderança e destaque no mercado de trabalho. Segundo uma pesquisa do SEBRAE, o número de mulheres empreendedoras cresceu 21%, enquanto os homens apenas 9%. Ainda segundo outro estudo, da Serasa Experian, até 2016, cerca de 43% dos empreendimentos brasileiros eram geridos por mulheres.
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Uma salva de palmas para essas e todas as mães que fazem desse mundo um lugar melhor. Feliz Dia das Mães.