Peritos fazem teste de tiro em casa de família morta em São Paulo

Polícia quer confirmar se vizinhos possam ter ouvido os disparos que atingiram as vítimas. Filho continua suspeito

Por helio.almeida

Peritos fizeram testes com tiros, na madrugada desta segunda-feira, dentro da casa onde a família morta na Vila Brasilândia, na Zona Norte de São Paulo. Eles querem confirmar se vizinhos possam ter ouvido os disparos que atingiram as vítimas, entre eles o casal de PMS Luís Pesseghini e Andréia Regina Bovo Pesseghini, pais de Marcelo Pesseghini, de 13 anos, que morreu na chacina e é apontado pela polícia como o autor dos tiros efetuados entre a noite do dia 4 e a madrugada do dia 5 de agosto.

Militares eram considerados excelentes e o garoto sem problemas na escola ou na famíliaReprodução Internet

Vários disparos foram dados com uma arma semelhante à utilizada no crime - uma pistola .40. Dois aparelhos que medem ruído foram instalados em casas vizinhas na Rua Dom Sebastião. Um perito constatou que, de fato, os disparos podem ter sido ouvidos pelos vizinhos. Durante as investigações, que entram na terceira semana, alguns vizinhos disseram ter ouvido disparos que mataram Luís, que era sargento da Rota, e a mulher Andréia, cabo da PM. Também morreram a avó Benedita de Oliveira Bovo, e a tia-avó Bernadete Oliveira da Silva.

A investigação aponta que Marcelo matou os quatro familiares e depois foi para a escola com o carro da mãe de madrugada. Após a aula, retornou de carona com um amigo e o pai que dirigia. Ele foi para casa e em seguida se matou. Janelas e portas foram pichadas pedidndo justiça. Na última semana, o imóvel foi invadido e as paredes internas também foram pichadas. Entre as frases, uma dizia que Marcelo era inocente.

A família das vítimas estão descrentes com o trabalho da polícia, ainda mais depois que o coronel de Andréia, Wagner Dimas, disse que a cabo teria denunciado colegas do 18º, onde ela era lotada, afirmando que foi convidada por eles para participar de asaltos a caixas eletrônicos. Logo depois o militar desmentiu o caso e informou que nenhuma acusação foi formalizada. Porém, um PM disse à polícia que o pai de Marcelo ensinou o filho a atirar.

Imagem mostra corpos na camaReprodução Internet


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