Por helio.almeida

Brasília - O recurso do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, condenado por ser considerado o chefe do esquema do mensalão, está entre os próximos a serem analisados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira. Até agora, foram negados pedidos para reduzir as punições dos seguintes réus: Jacinto Lamas, Valdemar Costa Neto, José Borba, Emerson Palmieri, Romeu Queiroz, Roberto Jefferson, Simone Vasconcelos, Ramon Hollerbach, Bispo Rodrigues, Kátia Rabello, José Roberto Salgado, Vinícius Samarane, Delúbio Soares, Marcos Valério, José Genoino, Pedro Henry.

O ex-ministro José Dirceu participa, do PTDida Sampaio

Com a análise dos pedidos de mais três condenados nesta quarta, o Supremo rejeitou até agora reduzir as penas de 16 dos 25 condenados no ano passado no processo do mensalão. Somente em um recurso – o de Enivaldo Quadrado – a pena de prisão foi convertida em prestação de serviços à comunidade.

Os chamados embargos de declaração são recursos que servem para contestar omissões, contradições ou obscuridades no acórdão (documento que resumiu as decisões tomadas durante o julgamento). Faltam ainda os embargos do ex-advogado de Valério Rogério Tolentino e o ex-sócio da corretora Bônus Banval Breno Fischberg.

Nesta quarta, o publicitário Marcos Valério teve a pena mantida (40 anos, quatro meses e seis dias de prisão), e terá que pagar multa de R$ 2,7 milhões. Considerado operador do mensalão, Valério foi condenado por lavagem de dinheiro, corrupção, evasão de divisas, peculato e formação de quadrilha.

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