Por thiago.antunes

Curitiba - Suspeito de assassinar a estudante Aline Moreira, filha de sua namorada, José Ademir Radol foi encontrado morto, enforcado em uma ‘tereza’ (corda feita de lencóis), na delegacia de Rio Negro, na região metropolitana de Curitiba. Detido na sexta-feira no município de Santa Cecília, onde tentou se refugiar na casa de sua irmã, Radol teria se suicidado.

O corpo foi encontrado por volta das 23h desta sexta-feira, pouco após sua prisão. Ele estava numa cela chamada ‘seguro’, onde ficam presos acusados de violência contra mulheres. Mais três pessoas estavam com ele.

José Ademir Radol no dia da prisãoReprodução

“O corpo vai para para perícia e o laudo vai confirmar se, de fato, foi suicídio”, relatou o delegado Sérgio Luiz Alves. Radol foi preso na sexta-feira, três dias após a polícia encontrar o corpo de Aline. Ela morava com a mãe em Mafra (SC) e pegou carona com Radol, que namorava sua mãe, no dia 27 de setembro, porque precisava ir a Curitiba.

Uma testemunha contou ao delegado que a dupla foi vista em uma região erma da cidade de Rio Negro, num matagal, pouco antes do crime. Segundo o policial, esta mesma testemunha contou que, uma hora após o encontro, viu que Radol estava sozinho e que “cobria o rosto”. Ao ser preso, Radol negou o crime, mas depois caiu diversas vezes em contradição.

Sem resistência

Radol foi preso na casa da irmã sem resistência. Segundo o delegado, antes de voltar para Santa Cecília, onde foi preso, foi para a casa de uma sobrinha, a 20 kms da cidade, onde para se chegar é preciso andar a pé por três kms. Lá, contou para o marido da sobrinha que tinha feito uma ‘malvadeza’ e foi expulso. “Então tentou se abrigar na casa da irmã, que acreditou na sua inocência”, disse.

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