Empresa de ônibus de SP que recebeu 11.038 multas terá concessão cancelada

Viação Novo Horizonte-Itaquera Brasil foi alvo de 8.030 reclamações de usuários no período de um ano

Por julia.amin

São Paulo – A prefeitura de São Paulo vai cancelar a concessão de transporte público da empresa Viação Novo Horizonte-Itaquera Brasil, que opera da zona leste da capital, em razão de falhas na prestação de serviços.

Nesta sexta-feira, cerca de 150 mil pessoas foram prejudicadas pela paralisação de motoristas e cobradores da empresa. Eles protestaram pelo não pagamento de salários e horas extras. A situação afeta cerca de 1,7 mil funcionários.

“Somente neste ano, a Viação Novo Horizonte-Itaquera Brasil recebeu 11.038 multas em função de mau atendimento à população. Do total de autuações emitidas, as principais são por descumprimento de intervalos e partidas e por veículos quebrados aguardando socorro no sistema viário”, disse a prefeitura em nota.

No mesmo período, a empresa foi alvo de 8.030 reclamações de usuários. A queixa mais frequente foi o excesso de intervalos entre os ônibus. Entre os itens mais citados há, também, casos de motoristas que não atendem ao sinal de parada, dirigem de forma perigosa, e descumprem partidas.

Com a decisão da prefeitura, a operação das linhas passará a ser feita com base no Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (Paese) e por outras empresas de transporte, por meio de contrato emergencial.

A Secretaria Municipal de Transportes e a São Paulo Transportes S.A. (SPTrans - responsável pelo transporte coletivo no município) deverá anunciar, nos próximos dias, a reorganização geral das linhas de toda a região onde a Novo Horizonte-Itaquera Brasil atuava na zona leste.

De acordo com o Índice de Qualidade de Transporte (IQT), elaborado pela SPTrans sobre o serviço prestado e referente ao primeiro semestre de 2013, a empresa teve nota de 46,09. A empresa ficou em último lugar noranking das operadoras na cidade. A média geral das empresas alcançou 66,1. O índice considera itens como cumprimento de partidas, ocupação dos veículos, acidentes, reclamações, manutenção dos veículos e multas.

A reportagem entrou em contato com o Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo, mas foi informada de que a direção estava reunida para definir os procedimentos relacionados à decisão da prefeitura. Procurada, a empresa não havia respondido até o fechamento da matéria.

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