‘Manifestante não agrediu coronel’

Defesa diz que não há prova contra o jovem identificado por foto

Por tamyres.matos

Agredido durante manifestação%2C coronel Rossi teve a clavícula quebradaFolhaPress

São Paulo - O comerciário Paulo Henrique Santiago dos Santos, 22 anos, acusado de ter participado da agressão ao coronel da Polícia Militar Reynaldo Rossi, será transferido nesta segunda-feira para o Centro de Detenção Provisória, na capital paulista. Santos é o único preso, até o momento, indiciado por tentativa de homicídio.

O advogado do comerciário, Guilherme Braga, questiona a prisão e diz que não há “nenhum indício de que o jovem tenha encostado” no militar. Braga entra nesta segunda com pedido de habeas corpus para que o jovem responda em liberdade pelas acusações.

Espancado por cerca de 10 pessoas durante ato em frente ao Terminal Dom Pedro 2º, Rossi teve a clavícula quebrada, além de cortes nas pernas e na cabeça. A maior parte dos agressores flagrados em fotos e vídeos estava mascarada. Para o advogado, “em nenhuma das fotos aparece o jovem agredindo o coronel. Não há provas”.

Além dele, outros sete suspeitos foram indiciados por dano qualificado, formação de quadrilha e arremesso ou porte de material explosivo. Outros três menores foram apreendidos e encaminhados à Fundação Casa. No total, foram 92 prisões.

Pesquisa do Datafolha divulgada neste domingo mostra que 95% dos paulistanos desaprovam a atuação dos chamados Black Blocs. O levantamento foi feito sexta-feira, mesmo dia da agressão ao coronel. Ente os jovens de 16 a 24 anos, 87% são contra os confrontos com a polícia.


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