Bené sai de cena e Quaquá será o novo presidente do PT do Rio

Briga ia para 2º turno, mas deputada acha que, com 47%, prefeito de Maricá merece cargo

Por bferreira

Rio - Na segunda-feira, ele falou como presidente eleito. Na terça-feira, tomou um susto das urnas e foi para o segundo turno. Mas ontem o prefeito de Maricá, Washington Quaquá, foi declarado presidente eleito do PT no estado. Com 47% dos votos válidos (15.499), Quaquá até teria que disputar o cargo no dia 24 com Benedita da Silva, que ficou em segundo lugar, com 33% (10.897). Mas a deputada federal jogou a toalha ontem à noite, segundo ela, porque “ele (Quaquá) chegou perto dos 50% e não faz sentido ir ao segundo turno” . O atual presidente, Jorge Florêncio, ficou em terceiro, com 18% (5.869).

Quaquá deve assumir em fevereiroAgência O Dia

Quaquá se disse surpreso por não ter vencido no primeiro turno e botou na conta da falta de mobilização dos petistas. A expectativa do prefeito era de que cerca de 18 mil fossem às urnas na capital, mas o cálculo final contabilizou 7 mil no Rio e bagunçou as previsões do agora presidente eleito. “O PT está fragilizado na capital”, avaliou Quaquá.

Quanto à ladainha sobre a saída do PT do governo Cabral para o partido tocar a campanha do senador Lindbergh Farias ao governo, Quaquá mandou recado. “O PT vai sair em 30 de novembro. Não fica mais nem um dia. Quem ficar vai ser cassado”, disse o novo líder, que só deve tomar posse em fevereiro.

A discussão gira em torno da saída dos secretários do Ambiente, Carlos Minc, e de Assistência Social e Direitos Humanos, Zaqueu Teixeira. Quaquá disse não ter dúvidas sobre a fidelidade partidária de Minc. Mas provoca Zaqueu: “Ele está mais apegado aos cargos. Se ficar, vai ter que sair do PT.”

Zaqueu devolveu, lembrando que qualquer expulsão do partido deve acontecer apenas quando houver “quebra de regras” — o que não é o caso, já que os cargos foram ocupados pelo PT por acordo com o PMDB — e que “quem conduz o partido é a executiva”. Também defendeu que a “separação” de PT e PMDB deve ser “amigável”. Afirmou que nem pensa em desobedecer à decisão que o partido tomar. E, ah, sim, encerrou a conversa com argumento irrefutável: “Quaquá tem que cuidar da vida dele. Quem cuida da minha vida sou eu.”

Preciso dizer que todos defendem a “união” do partido?

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