Por cadu.bruno

Brasília - As duas únicas mulheres condenadas no Mensalão, Kátia Rabello (ex-presidente do Banco Rural) e Simone Vasconcelos (ex-funcionária de Marcos Valério), estão presas na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, e não seguiram com os outros nove presos para a Penitenciária da Papuda. Elas nem chegaram a ir para o presídio por falta de ala feminina.

Kátia e Simone fazem parte do grupo, que saiu de Belo Horizonte e São Paulo e foi encaminhado para Brasília. Eles chegaram por volta de 18h, em um avião da Polícia Federal, e deixaram o hangar especial do aeroporto em uma van branca, acompanhada de escolta policial.

Inicialmente, havia a informação de que todos ficariam na Superintendência da PF, mas só as duas mulheres foram levadas para lá. Por falta de espaço no local, os homens foram encaminhados diretamente para a ala federal da Papuda.

Simone Vasconcellos se entregou à PF na última sexta-feiraDouglas Magno / O Tempo

Os presos ficarão à disposição da Vara de Execuções Penais Distrito Federal até que a Justiça determine o local definitivo de cumprimento da pena. Até agora, no entanto, o juiz responsável, Ademar de Vasconcelos, não recebeu nenhum pedido do Supremo Tribunal Federal.

Em entrevista ao iG, ele confirmou que “há vagas” no sistema penitenciário. “Eu aguardo o Supremo, estou cuidando dos meus presos. Vai ter vagas pra eles" afirmou.

Nos pedidos de prisão, o presidente do Supremo, ministro Joaquim Barbosa, pediu que os presos fiquem à disposição da PF até que a vara do DF determina o seu local de cumprimento da pena. Espera-se que o ofício chegue à Vara na segunda-feira.

Parte dos presos, aqueles que cumprirão a pena em regime fechado, o publicitário Marcos Valério, por exemplo, deve ficar na Papuda. Os condenados em regime semiaberto deverão ser levados para o Centro de Progressão Provisória (CPP), fora do complexo, em uma área mais central de Brasília.

Dos 12 mandados de prisão expedidos, 11 foram cumpridos. O ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato está foragido. Em carta, o réu informou que está na Itália, onde irá tentar obter um novo julgamento.

As informações são do repórter Wilson Lima

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