Prédio de cinco andares desaba em Guarulhos, na Grande São Paulo

Acidente foi por volta das 19h. Bombeiros usaram cães farejadores nas buscas às vítimas. Trabalho entrou pela madrugada

Por joyce.caetano

São Paulo - Um prédio de cinco andares que estava em construção no bairro Vila Leonor, em Guarulhos, na Grande São Paulo, desabou por volta das 19h. Vizinhos contaram que ouviram um estrondo e em seguida a estrutura ruiu por completo.

Equipes dos bombeiros foram enviadas em seguida ao local e inciaram as buscas por possíveis soterrados. Apesar de o a cidente ter acontecido após o horários de expediente dos operários, moradores da rua informaram que pelo menos dois vigias constumavam passar a noite no local.

As primeiras informações recolhidas por bombeiros e por policiais é de que 15 pessoas trabalhavam na obra. Mas nenhum representante da empresa responsável pela constução ou do dono do terreno foi localizado.

Vinte carros dos bombeiros foram enviados ao local e aproximadamente 60 homens fazem buscas. Às 21h30, bombeiros usavam cães farejadores e aparelhos sensíveis a ruídos em busca de vítimas sob escombros. Mas nada fora encontrado.

O Corpo de Bombeiros anunciou que passaria toda a noite nas buscas a sobreviventes. A falta de iluminação prejudicava os trabalhos.

A Prefeitura de Guarulhos informou que está levantando informações se o prédio estava em obra ou em construção e se ele tinha alvará.

Obra do Itaquerão é reiniciada sob vigilância

Técnicos da Defesa Civil acompanharam a retomada das obras na Arena Corinthians, o Itaquerão. A construção do estádio, que vai abrigar o jogo de abertura da Copa do Mundo, estava parada desde a quinta-feira, quando o desabamento de um guindaste de uma peça metálica matou dois operários. “É uma visita de rotina. Viemos acompanhar o trabalho. Tudo está sendo feito de acordo com o que prescrevemos”, disse Jair Paca de Lima, coordenador da Defesa Civil.

Antes do início dos trabalhos, operários e engenheiros fizeram uma homenagem aos trabalhadores mortos. De acordo com a Odebrecht, empresa responsável pela obra, o cronograma segue normalmente em todos os prédios, exceto em 30% da área do prédio leste (equivalente a menos de 5% da obra) --local onde a última peça da cobertura desabou do um guindaste.

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