Por helio.almeida
Dirceu (camisa polo e calça jeans) desembarca de avião que levou presosFolhaPress

Brasília – A defesa do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu anunciou que ele desistiu do emprego oferecido pelo Hotel Saint Peter, em Brasília. Em nota divulgada nesta quinta-feira os advogados afirmaram que “o clima de linchamento midiático instalado contra José Dirceu e contra a empresa” fez o ex-ministro abrir mão da proposta.

Dirceu seria contratado para trabalhar como gerente administrativo do hotel, e deveria receber salário de R$ 20 mil. O horário de trabalho seria das 8h às 17h, com uma hora de almoço. Na ficha de solicitação de emprego, Dirceu disse que se candidatou ao emprego “por necessidade e por apreciar hotelaria e a área administrativa”.

Na nota, a defesa de Dirceu reafirmou que a proposta de emprego seguiu todas as formalidades previstas na legislação, como carteira assinada. Segundo os advogados, a proposta foi tratada pela imprensa como “uma farsa” para impedir que o ex-ministro possa trabalhar.

Segundo a defesa, Dirceu tem direito a trabalhar e a ficar em um presídio com condições dignas de higiene e de segurança. “Não se busca privilégio, apenas o cumprimento da lei. Mas José Dirceu não considera justo que outras pessoas, transformadas em alvo de ódio e perseguição exclusivamente por gesto de generosidade, estejam obrigadas a partilhar da sanha persecutória que se abate contra ele. Por isso, renuncia à oferta de emprego do Hotel Saint Peter e agradece a boa vontade de seus proprietários", afirmou a defesa.

Dirceu desistiu do emprego depois que o juiz Vinicius Santos Silva rejeitou o pedido da defesa de Dirceu para que fosse realizada com prioridade a análise de sua contratação pelo hotel. Uma das  críticas dos ministros do STF era o valor do salário estipulado – de R$ 20 mil.  Também chemou a atenção de que a empresa panamenha proprietária do hotel, cujo ex-gestor é suspeito de ser um laranja.

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