Por julia.sorella
Publicado 03/02/2014 17:35 | Atualizado 03/02/2014 17:46

Rio - O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, descartou nesta segunda-feira que o país possa sofrer desabastecimento elétrico nas próximas semanas, apesar de o nível de água nas hidrelétricas estar em níveis mínimos alarmantes.

Lobão afirmou em declarações à imprensa que o risco de faltar energia é "zero", mas admitiu que o Brasil está dependendo atualmente da energia gerada por suas usinas térmicas a gás natural, mais caras e poluentes.

Segundo os números do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o nível de água média nas represas das hidrelétricas localizadas nas regiões Sudeste e Centro-Oeste no domingo passado era de 39,98% de sua capacidade - o mais baixo no último ano. A situação das represas do Sudeste é a pior desde 1953, segundo a ONS. As hidrelétricas do Sudeste e do Centro-Oeste são responsáveis por cerca de 70% de toda a energia produzida pelo Brasil, país cuja matriz energética é majoritariamente hidráulica e que apenas aciona suas usinas térmicas para complementar a energia produzida nas represas.

Ministro de Minas e Energia, Edison Lobão Reprodução Internet

O atual nível de água nas represas é semelhante ao registrado em fevereiro do ano passado, quando também surgiram dúvidas sobre a capacidade do abastecimento elétrico do país devido à falta de chuvas, à seca em algumas regiões e à rigorosidade do verão austral. "Estamos com mais de 40% nos principais reservatórios. Não enxergamos nenhum risco de desabastecimento de energia. Risco zero", afirmou Lobão.

O ministro disse que a situação atual é melhor que a de 2013 e acrescentou que o governo está permanentemente atento ao nível de água nas hidrelétricas. O funcionário admitiu que a entrada em operação de algumas térmicas para suprir a demanda e reduzir o uso de água nas hidrelétricas pode elevar o custo da geração de energia do país, pelo consumo maior de gás natural e de diesel, mas esclareceu que esse aumento não será repassado ao consumidor.

Lobão assegurou que o governo estuda fórmulas para evitar que o aumento do custo de geração elétrica seja paga pelo consumidor. "O fato é que a repercussão (do aumento do custo de geração) não será imediata. E, se houver, será mínima. Encontraremos a melhor solução possível para preservar a situação do consumidor", afirmou.

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