Pizzolato muda discurso e diz ter sido roubado na Espanha

Mensaleiro afirmou à Justiça italiana que temia ser enviado de volta ao Brasil

Por leonardo.rocha

Itália - O ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato alegou ter usado a identidade do irmão morto há mais de 30 anos porque temia ser identificado pelas autoridades e enviado de volta ao Brasil. Em um apelo dramático, ele afirma que "não tinha mais para onde ir". As informações fazem parte do depoimento de Pizzolato diante dos juízes do Tribunal de Bolonha, na Itália.

Porém, o empresário deu à Justiça italiana um versão diferente da investigação feita pela Polícia Federal no Brasil. Segundo ele, seus documentos originais foram roubados na Espanham às vésperas de viajar para a Itália e, por isso, havia usado os documentos falsos.

Henrique Pizzolato - resposta simReprodução Internet


O brasileiro estava foragido da Justiça desde novembro do ano passado, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) decretou sua prisão por 12 anos e sete meses por envolvimento no caso do Mensalão. Como diretor do Banco do Brasil, ele teria sido responsável pelo desvio de R$ 75 milhões, segundo a Corte.

A Polícia Federal concluiu que Henrique Pizzolato já embarcou em Buenos Aires em direção à Espanha com o documento de seu irmão morto, Celso. Ele até mesmo votou em nome do irmão em eleições no Brasil.

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