Por bferreira
Publicado 03/03/2014 01:15 | Atualizado 03/03/2014 02:26

Rio - Estava aqui pensando. O presidente regional do PMDB no Rio, Jorge Picciani, já avisou que vai defender na convenção do partido, em junho, o apoio ao senador mineiro Aécio Neves (PSDB) e o rompimento da aliança com a presidenta Dilma Rousseff. Ok, mas aí lembrei que o vereador Cesar Maia (DEM) também tem Aécio em seus planos. Ainda mais agora, que Bernardinho, num surto de sanidade, desistiu de vez de ser o candidato tucano ao governo do Rio.

Portanto, se o PMDB realmente apoiasse Aécio e se Cesar passasse a ser o palanque do PSDB no Rio, logo, o ex-prefeito voltaria a ser aliado... do prefeito Eduardo Paes. Ih! Certa de que tinha descoberto a pólvora, fui no democrata. Que reduziu minha teoria ‘brilhante’ a pó, naturalmente: “Pelo que ele (Aécio) me disse, é impossível a aliança PSDB-PMDB. Quanto a nós, é impossível mil vezes.” Ah, sim, Cesar e Aécio ficaram de conversar depois do Carnaval sobre as eleições.

O INCRÍVEL EXÉRCITO DE PICCIANI

Nas contas de Picciani, mesmo que o PMDB do Rio não aceite apoiar Aécio, deverão ficar a seu lado uns 500 peemedebistas — sim, o nome disso é “dissidência”. Com seus candidatos ao Legislativo, o que não é pouco. Até lá, ele vai costurando o que pode de acordo. Ao Pastor Everaldo, pré-candidato do PSC a presidente, Picciani já disse: “Fica na nossa chapa.” A resposta ainda não veio, mas Picciani está otimista, como contou no ‘Jogo do Poder’ de ontem, na CNT. O plano é deixar o pastor continuar candidato, mas declarar apoio a Pezão no material de campanha. Simples assim.

ONDE FOI QUE EU JÁ VI ESSE OLHAR?

Leonel Brizola Neto impressiona quando fala e lembra o avôMárcio Mercante / Agência O Dia

É impressionante como o vereador Leonel Brizola Neto, 38, fala no mesmo ritmo do avô. Neto esteve com Lindbergh há uma semana, e a ideia é abrir dissidência no PDT para apoiar o PT. Claro que Neto falou mal de Carlos Lupi, presidente interplanetário de seu partido. “A história vai julgá-lo”, disse. “Mas isso vai demorar”, alertei. “A gente é novo”, emendou, com um brilho no olho que eu juro já ter visto antes neste estado.

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