Por tamara.coimbra

São Paulo - Uma família, ainda não identificada, procurou a polícia de São Paulo alegando que a cabeça encontrada na última quinta-feira em um saco plástico na Praça da Sé, centro da capital paulista, é de um parente desaparecido desde março. Segundo a Polícia Civil, a confirmação depende ainda de um exame de DNA. O resultado dos testes deve ficar pronto em até 20 dias.

Cabeça é achada em saco plástico na Praça da Sé%2C em São PauloAgência O Dia

A família reconheceu a cabeça achada por foto como, possivelmente, sendo do homem que sumiu. Por meio de nota, a assessoria da Delegacia Geral de Polícia (DGP) informou que a fotografia do desaparecido "guarda semelhança com a cabeça localizada na praça da Sé". Por esse motivo, "equipes de investigação solicitaram a presença da família para obter mais detalhes". Caso o resultado do exame seja positivo, a polícia terá mais informações para chegar ao criminoso, como, se alguém ameaçava a vítima.

O caso

Um saco de lixo, com pernas e braços, foi encontrado por volta das 9h no último dia 23 na esquina das ruas Sergipe e Sabará. Pouco depois, uma gari encontrou um carrinho de feira e um outro saco preto no cruzamento das ruas Mato Grosso e Coronel José Eusébio. Dentro dele estava o tronco da vítima enrolado a uma peça de roupa feminina. Parte da pele foi arrancada - a polícia suspeita que seja para ocultar uma tatuagem.

Imagens permitem identificar trajeto de suspeito de esquartejamento pelo centro de São PauloReprodução / TV Globo

Um outro saco preto com uma coxa foi encontrado em uma floreira na rua da Consolação. O corpo teve as pontas dos dedos cortadas. De acordo com os legistas, a morte aconteceu na madrugada de domingo e, o esquartejamento, quando a vítima já estava morta.

A cabeça foi encontrada por um morador de rua na tarde de quinta-feira. Ele vasculhava o lixo em busca de comida. Ao mexer no saco plástico que guardava a cabeça, sentiu um cheiro forte e chamou a Guarda Civil Metropolitana.

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