Por karilayn.areias

Rio - A delegada Caroline Bamberg declarou nesta quinta-feira, na sede da Delegacia Regional de Três Passos, Rio Grande do Sul, que mais pessoas são investigadas pelo assassinato do menino Bernardo Uglione Boldrini. Ainda de acordo ela, as duas principais linhas de investigação da polícia seguem as mesmas: crime passional ou patrimonial, que envolveria o direito a herança de Bernardo.

Leandro Boldrini e Graciele Ugulini continuam presos suspeitos de matar criança de 11 anosReprodução

O pai do menino, Leandro Boldrini, 38 anos, a madrasta Graciele Ugulini, 32 anos, e Edelvania Wirganovicz, 40 anos, amiga do casal, continuam presos. Durante a entrevista, Caroline declarou que Bernardo foi encontrado nu dentro de um saco enterrado em uma cova de 60 cm de profundidade e 40 cm de largura. As roupas da criança não foram encontradas.

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A polícia também investiga se a assistente social Edelvania Wirganovicz recebeu dinheiro para participar do crime. Segundo a delegada, ainda falta esclarecer se a participação de Edelvania foi por amizade – como ela declarou – ou por motivação econômica.

Na noite desta quarta-feira, o médico Leandro Boldrini foi ouvido por três horas em um dos presídios da região e dispensou advogado. Mesmo não tendo lido todo depoimento dele, a delegada Caroline Bamberg adiantou que a fala de Leandro "bate" com tudo que foi apurado até agora.

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Entenda o caso

Desaparecido desde o dia 4 de abril, Bernardo Uglione Boldrini foi encontrado morto na última segunda-feira no interior de Frederico Westphalen, no Rio Grande do Sul. O menino de 11 anos estava dentro um saco plástico enterrado às margens do Rio Mico. 

Segundo o pai, o médico cirurgião Leandro Boldrini, ele teria ido à tarde para a cidade de Frederico Westphalen com a madrasta, Graciele Ugolini, para comprar uma TV. De volta a Três Passos (RS), o menino teria dito que passaria o final de semana na casa de um amigo. Como no domingo ele não retornou, o pai acionou a polícia.

Para a Polícia Civil, Bernardo foi dopado antes de ser morto com uma injeção letal no dia de seu desaparecimento. O corpo do menino foi velado em Santa Maria e sepultado na mesma cidade. Leandro Boldrini (pai da criança), sua mulher Graciele Ugulini e uma amiga do casal identificada como Edelvania Wirganovicz estão presos por serem os principais suspeitos do crime.


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