Por fernanda.magalhaes

Distrito Federal - O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) decidiu nesta sexta -feira, em audiência, pela legalidade da greve dos metroviários do Distrito Federal. Apesar disso, ficou decidido que os trabalhadores deverão voltar às atividades neste sábado. Caso isso não ocorra, tanto o sindicato quanto a empresa estão sujeitos a multa diária de R$ 20 mil.

"A corte entendeu que sendo legal a greve não poderia se abster de resolver o problema social que afeta a população, então, apesar de legal foi determinado o retorno a partir de amanhã de toda a categoria", explicou o presidente do TRT, André Damasceno. Ele acrescentou: "Em função de ser considerado um movimento legal e legítimo, os dias anteriores à negociação serão pagos aos trabalhadores de forma integral e os dias que se seguiram à negociação vão ser compensados".

Dos sete desembargadores presentes, cinco votaram pelo retorno às atividades e seis pela legalidade do movimento. A categoria está em greve desde o dia 4 de abril. O tribunal também estipulou o pagamento integral dos dias parados e a compensação das horas não trabalhadas a partir do dia 14 do mês passado. As negociações vão prosseguir e há a possibilidade de que os trabalhadores paguem com parte do salário os dias que terão que compensar. A categoria tem assembleia agendada para esta sexta-feira, às 18h.

Os metroviários pedem a correção de distorções salariais do plano de carreira, redução de jornada de oito para seis horas e reajuste salarial de 10% para todos os empregados. Outra demanda dos trabalhadores é a implantação do plano de previdência, que, segundo o Sindimetrô-DF, foi discutido no último acordo coletivo, mas não foi implantado. Além disso, pedem mais segurança e manutenção do sistema.

Na sessão, o TRT também estipulou condições mínimas para as negociações que deverão prosseguir entre a direção da Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF) e o Sindicato dos Metroviários do Distrito Federal (Sindimetrô-DF), como o reajuste salarial equivalente ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) mais 1,5% e o pagamento da previdência complementar a partir de janeiro de 2015.

O presidente do tribunal acredita que a decisão será cumprida. "Uma vez que as duas partes procuraram a Justiça, tenho toda a confiança de que eles cumprirão essa decisão judicial", disse Damasceno.

Os advogados de ambas as partes reuniram-se com os desembargadores e não deram declarações à imprensa.

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