Por tamara.coimbra

Rio Grande do Sul - O médico Leandro Boldrini, suspeito de envolvimento na morte do filho Bernardo de 11 anos, manifestou vontade de se separar de Graciele Ugulini, madrasta do menino, durante uma conversa com o advogado de defesa Jader Marques neste domingo, na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas, em Porto Alegre. Além disso, Leandro relatou que deseja abrir mão dos bens do filho em favor da avó materna.

Pai e madrasta de Bernardo presos suspeitos pela morte do meninoReprodução

Segundo o advogado, para o pai de Bernardo solicitar a dissolução da união estável na Justiça ele precisa primeiro reconhecer a união com Graciele, já que o casal nunca oficializou o relacionamento. Boldrini deseja ainda que a mulher fique sem direito a qualquer valor da separação, já que confessou o crime.

Jader Marques disse que o pai da criança ainda quer lutar pela guarda da filha que tem com Graciele e admitiu que amava Bernardo, mas estava ausente da vida do filho pois trabalhava muito. Na ocasião, o pai relatou que está indignado com a suposição que ele queria alguma vantagem financeira nos bens deixados pela mãe de Bernardo, Odilaine, morta em 2010.

O corpo de Bernardo foi localizado dia 14 de abril, dez dias após morte de forma “violenta”, numa cova rasa em um matagal em Frederico Westphalen (a 447 de Porto Alegre e a 80 km de Três Passos, onde ele morava). Além da madrasta, o pai dele e a assistente social Edelvânia Wirganovicz, amiga de Graciele, estão presos sob suspeita do crime. A última vez em que Bernardo foi visto, no dia 4 de abril, ele estava no carro da madrasta.

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