Aécio Neves critica pronunciamento de Dilma sobre a Copa do Mundo

Pré-candidato esteve no velório do ex-governador Marcello Alencar. Ele disse que a presidenta pode ser derrotada se houver segundo turno das eleições

Por paulo.gomes

Rio - Pré-candidato à presidência da República, Aécio Neves esteve nesta quarta-feira no velório do ex-governador do Rio Marcello Alencar, no Palácio da Cidade, em Botafogo. Além de exaltar os feitos do político, que morreu na terça-feira, aos 88 anos, Aécio comentou o pronunciamento da presidenta Dilma Rousseff, na noite de terça, sobre a Copa do Mundo.

Ex-governador Marcello Alencar é velado na Zona Sul do Rio

"Quem for ao segundo turno com a atual presidenta tem grandes chances de vencer. O discurso de ontem na televisão foi patético. Durante todo o tempo a presidenta culpa a oposição pelos problemas no Brasil. Ela se esquece de que o passado reflete o governo deles, afinal são 12 anos do PT no poder. Prefiro não falar de passado, mas sim de futuro".

Aécio Neves%2C pré-candidato à presidência da República%2C esteve no velório do ex-governador Marcello Alencar%2C na manhã desta quarta-feiraAlessandro Costa / Agência O Dia

O pré-candidato garantiu que torcerá pelo sucesso da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, mas que não aceita que o atual governo tente se aproveitar dos resultados da equipe comandada por Luiz Felipe Scolari. "Tentar se apropriar dos resultados como Dilma fez ontem é tática digna dos tempos de ditadura".

Sobre Marcello Alencar, Aécio afirmou ter se emocionado com uma carta escrita pelo ex-governador e que lhe foi entregue nesta quarta.

"Fiquei muito emocionado. Quando poucos me apoiaram na presidência da Câmara ele estava ao meu lado. Ele deixa uma enorme saudade na política. Perco um grande conselheiro e amigo. Ele era próximo do povo e tinha abertura em todas as classes", diz Aécio.

Autoridades comparecem ao velório de Marcello Alencar

Familiares, amigos e lideranças políticas estão no velório do ex-governador Marcello Alencar. O governador Luiz Fernando Pezão, o prefeito Eduardo Paes e Sérgio Cabral passaram pelo local.

O prefeito Eduardo Paes e o governador Luiz Fernando Pezão compareram ao velório do ex-governador Marcello Alencar no Palácio da Cidade%2C em BotafogoPaulo Carneiro / Agência O Dia

"Eu conheci o ex-governador como prefeito. Eu aprendi a admirá-lo muito porque fomos adversários mas ele me tratava com tanta cordialidade que se transformou em uma grande amizade. Era um grande democrata, todos conhecem. A gente vê que foi um exemplo pra todo mundo que gosta da política, que se dedica à política. Marcello Alencar deixou ao estado do Rio de Janeiro um grande legado", afirmou Pezão.

Já Eduardo Paes falou do legado deixado por Marcello Alencar na cidade do Rio de Janeiro.

"Estamos falando do mais carioca de todos os prefeitos. O Marcello tinha essa coisa da carioquice, da enorme paixão pelo povo, pelo jeito do carioca, pela cultura desta cidade, pelo samba, pelo surfe, pelas classes mais populares. Eu acho que o Marcello fez uma reversão no quadro do Rio. Ele pegou uma cidade sem condições, incapaz de investir, incapaz de realizar e transformou em uma cidade que voltou a investir e voltou a realizar. Esse é o grande legado desse grande homem que foi Marcello Alencar".

O vereador Cesar Maia%2C que sucedeu Marcello Alencar na prefeitura do Rio no início da década de 1990%2C esteve no velório na manhã desta quarta-feira Alessandro Costa / Agência O Dia

O deputado estadual Luiz Paulo Corrêa da Rocha lembrou que, mesmo doente, Marcello Alencar exercia seu cargo de Presidente de Honra do PSDB-RJ. "Marcello deixa um legado imenso na política pela resistência a ditadura e redemocratização e na gestão pública, por tirar a cidade da falência e por saber gerir o estado. Foi-se um excelente homem público. Para o PSDB perda imensa. Mesmo com doença, era nosso conselheiro. Nos falávamos de 15 em 15 dias para falar sobre política", disse o deputado, que foi vice-governador na gestão de Marcello.

O vereador Cesar Maia lembrou da importância de Marcello Alencar no crescimento da indústria no Rio de Janeiro.

"Foram muitos anos de convívio, desde os tempos de PDT. O ciclo declinante do Rio foi revertido com intervenções na Zona Oeste, urbanização de favelas e revolução na indústria do Rio ao atrair a industria automobilística. O projeto Rio Orla foi o 'pai' do Rio Cidade".

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