Assembleia decide futuro da greve do Metrô em São Paulo

Categoria pretende pressionar o governo a readmitir 42 funcionários demitidos durante greve

Por leonardo.rocha

São Paulo - Os metroviários realizam uma assembleia na sede do sindicato, na zona leste de São Paulo, no final da tarde desta quarta-feira, para decidir se voltam a cruzar os braços no dia da abertura da Copa do Mundo, nesta quinta-feira. Mais cedo houve uma reunião entre o sindicato e representantes do Metrô que terminou sem acordo. A empresa não aceitou reverter a decisão de demitir 42 trabalhadores, desligados após a greve de cinco dias. Com isso, a diretoria do sindicato defenderá, na assembleia marcada para as 18h30 desta quarta-feira, nova paralisação, a partir da meia-noite.

Metroviários de São Paulo em assembleiaHelio Almeida


A categoria suspendeu uma greve parcial de cinco dias na última segunda-feira, após 42 metroviários serem demitidos por justa causa. Os metroviários consideram as demissões injustas e políticas e pretendem pressionar o governo a revogá-las. Segundo o governo do Estado, os demitidos foram identificados como alguns dos responsáveis por dano ao patrimônio do Metrô durante ações do grevistas e confrontos com a polícia.

Os metroviários, que reivindicavam aumento de 35,47%, começaram a greve na última quinta-feira (5). O governo estadual ofereceu 7,8%. Após audiências entre as partes, a Justiça entendeu que a greve era abusiva e estabeleceu aumento de 8,7%. O índice não foi aceito pela categoria, que continuou em greve. O presidente do Sindicado dos Metroviários, Altino de Melo Prazeres Junior, disse que a categoria não aceitaria reajuste menor que 10% . Uma multa de R$ 500 mil por dia foi aplicada ao sindicato.

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