Mesmo com volume morto, Cantareira opera com menos de 20% da capacidade

Desde que as águas das camadas mais profundas começaram a ser captadas, perda no sistema já soma 7,3%

Por tamara.coimbra

São Paulo - O Sistema Cantareira opera com 19,4% da sua capacidade nesta segunda-feira apesar do uso do volume morto. Desde que as águas mais profundas do sistema começaram a ser captadas, no dia 15 maio deste ano, a perda já soma 7,3%. O volume morto elevou a capacidade do sistema para 26,7%. Sem contar com este volume, o sistema estaria operando agora em 0,9% da sua capacidade.

Segundo a Sabesp, as chuvas têm ficado abaixo das médias históricas, o que tem contribuído ainda mais para o cenário de seca. O sistema Cantareira abastece 8 milhões de pessoas na capital e em parte da Grande São Paulo. Outra preocupação é a queda do nível do sistema Alto Tietê, que abastece 3 milhões de pessoas na Zona Leste de São Paulo e municípios da Grande São Paulo. Nesta segunda-feira, o sistema operava com 24,8% da capacidade.

O sistema Guarapiranga opera com 70% da capacidade e o sistema Rio Grande tem 90,1%. Água de ambos estão sendo captadas e remanejadas para ajudar no abastecimento de áreas inicialmente atendidas pelo sistema Cantareira. O sistema Alto Cotia opera com 45,3% da capacidade e o Sistema Rio Claro, com 95,5%.

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