Apenas 18 protestos terminaram em violência durante a Copa do Mundo

Número de participantes das manifestações diminuiu e segurança foi bem avaliada por turistas e brasileiros

Por paulo.lima

Brasil - Apenas em 18 das 209 manifestações ocorridas no Brasil desde o início da Copa do Mundo, no dia 12 de junho, foram registrados atos violentos, segundo um balanço divulgado nesta quinta-feira pela Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos (Sesge) do Ministério da Justiça.

Com 48.123 participantes nos protestos, o organismo destacou a pouca violência como exemplo dos resultados positivos alcançados pela operação de segurança montada pelo governo para a Copa. "O Brasil é um país livre e democrático. É um dever da segurança pública garantir o exercício desse direito, e isso é o que tem acontecido. Porém atos criminosos, com violência e vandalismo serão coibidos de acordo com a lei", afirmou o titular da Sesge, Andrei Rodrigues.

A realização do Mundial no Brasil chegou a ser ameaçada por diferentes organizações sociais que prometeram repetir as grandes manifestações que sacudiram o país em meados do ano passado em coincidência com a Copa das Confederações. Apesar de a Copa ter sido precedida de alguns protestos e greves em serviços básicos, após o começo da competição as manifestações foram se reduzindo a pequenos grupos isolados e cada vez menos frequentes.

A Sesge informou também que a operação de segurança iniciada pelo governo se manterá em funcionamento durante cinco dias depois do término da competição. Além disso, a entidade ressaltou que a sensação de segurança dos cidadãos brasileiros e dos turistas durante a Copa foi um dos aspectos melhores avaliados nas enquetes de opinião, como consequência da redução da criminalidade em muitas cidades.

Segundo a Sesge, a segurança pública foi uma das áreas mais cuidadas pelo governo durante a fase de preparação da Copa e demandou um investimento de R$ 1,17 bilhão em equipamentos e capacitação das forças de segurança. A operação de segurança do Mundial conta com a participação de 100 mil profissionais da segurança pública, 60 mil da Defesa e 20 mil de empresas privadas.

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