Prefeitura de Belo Horizonte analisa perícia sobre queda de viaduto

Secretaria pediu, então, à Cowan que apresente o projeto de demolição da alça norte do viaduto, que ainda resta de pé

Por leonardo.rocha

Minas Gerais - A Secretaria de Obras de Belo Horizonte está analisando o laudo da perícia técnica contratada pela construtora Cowan para investigar as causas da queda da alça sul do Viaduto Guararapes, informou nesta quarta-feira a prefeitura da cidade. A perícia recomendou a implosão da outra alça do viaduto por falha estrutural na fundação. A secretaria pediu, então, à Cowan que apresente o projeto de demolição da alça norte do viaduto, que ainda resta de pé.

De acordo com o Corpo de Bombeiros%2C dois caminhões%2C um micro-ônibus e um carro de passeio foram esmagados pela estruturaDivulgação / Polícia Militar


A demolição já havia sido sugerida pela própria empresa, responsável pela construção do viaduto que caiu no dia 3 de julho sobre a Avenida Pedro I. A alça sul desabou sobre a avenida, que dá acesso ao Aeroporto de Confins e ao Estádio Mineirão, atingindo um carro, um micro-ônibus e dois caminhões. Duas pessoas morreram e 23 ficaram feridas. Na terça-feira, em nota, a Cowan disse que houve falha no projeto executivo da obra, que é de responsabilidade da construtora Consol. O laudo mostra ainda que o projeto, aprovado pela prefeitura, não previu o uso de aço suficiente para aguentar o peso demandado.

Perguntada pela Agência Brasil sobre a questão da quantidade de aço apontada no laudo da perícia, a prefeitura disse que não iria comentar o assunto, restringindo-se a informar que o documento está sob a análise da secretaria. A reportagem também entrou em contato com a Consol e não obteve retorno da empresa.

A secretaria de Obras, em nota, disse que cobrou da construtora medidas para garantir a proteção dos moradores vizinhos. O viaduto, que estava em fase de acabamento e seria entregue no final deste mês, faz parte do complexo de obras necessárias à implementação do BRT (do inglês Bus Rapid Transit ou Transporte Rápido por Ônibus, na tradução livre) e integra o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Mobilidade Urbana. O empreendimento custou R$ 713 milhões, dos quais R$ 311 milhões são provenientes de recursos federais disponibilizados por meio do PAC. O projeto de engenharia custou R$ 5,1 milhões, pagos pela prefeitura.

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