Brasília - A sabatina promovida ontem em Brasília, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) com os três principais presidenciáveis transformou-se numa queda de braços entre os candidatos.
O candidato Eduardo Campos (PSB), foi o mais contundente nas críticas tanto ao governo da Presidenta Dilma Rousseff quanto ao adversário tucano, Aécio Neves. Acompanhado pela candidata a vice-presidente, Marina Silva, Eduardo Campos adotou um discurso de reforma, pregando mudança no modelo de governança do país. Prometeu acabar com o “presidencialismo de coalizão” que, segundo ele, gera um balcão de negócios no governo, com a partilha de ministérios pelos partidos da coalizão.
O candidato Aécio Neves também direcionasses baterias para o governo do PT, prometido enxugar radicalmente a máquina estatal com a extinção de metade dos 39 ministérios e o corte de 1/3 dos cargos comissionados. “Vários ministérios existem hoje para acomodar aliados e correntes do PT”, alfinetou.
Aécio voltou a criticar o governo do PT afirmando que “o atual governo falhou na condução da economia e nos legou a pior equação fiscal das últimas décadas. Todos conhecemos as consciências da crise internacional, mas os resultados pífios da economia são obras de brasileiros”.
A presidenta Dilma Rousseff preferiu a cautela e fez um discurso de defesa de seu governo, atribuindo à gestão tucana as mazelas do país. “Nós somos herdeiros de uma situação ruim do ponto de vista público e privado”, afirmou referindo ao governo FHC. E tratou de defender as ações do governo para amenizar os efeitos da crise internacional.
“O Brasil não tinha uma carteira de projetos básicos, não tinha planejamento”, disse, salientando que seu governo criou as bases para criação de “um novo ciclo” de crescimento da economia brasileira. E pediu aos empresário que não se deixem influenciar pelas “profecias pessimistas” de alguns analistas.