Aécio promete cortar dezesseis ministérios

Tucano afirmou que pasta da Pesca é uma das que será extinta, caso ele se eleja. Dilma Rousseff visitou a periferia de Guarulhos e exaltou o Mais Médicos

Por felipe.martins , felipe.martins

Rio - O candidato à Presidência pelo PSDB, Aécio Neves, pretende cortar 16 ministérios caso eleito, entre eles o da Pesca. O Executivo federal possui 39 pastas. O senador, que vem batendo na tecla do enxugamento da administração pública desde o início da campanha, também disse que quer criar o Ministério da Infraestrutura durante uma sabatina do portal G1.

A pasta seria uma espécie de ‘superministério’ e reuniria áreas como energia e transportes. Pela manhã, durante um congresso do setor do agronegócio, em São Paulo, o tucano informou que vai abrir mão de seu salário como senador durante a campanha.

Aécio diz que, eleito, extinguirá um terço dos 23 mil cargos comissionados existentes hoje no governo federal Divulgação

A presidenta Dilma Rousseff (PT) e o candidato pelo PSB, Eduardo Campos, também estiveram em São Paulo ontem. Durante um encontro com jovens, Campos criticou a proposta de Aécio. “Preferia saber quais são as ideias dele para a Pesca, porque tem muita gente vivendo disso hoje no Brasil. E as ideias dele também sobre infraestrutura. O partido dele governou o Brasil e no tempo que eles estavam no poder, a infraestrutura no país não andou praticamente nada”, alfinetou.

Já a presidenta fez uma visita inesperada a um posto de saúde na periferia de Guarulhos. Apesar de ser um compromisso com caráter eleitoral, a petista estava acompanhada de parte de seu staff de governo, como os ministros Thomas Traumann, da Secretaria de Comunicação Social, e Arthur Chioro, da Saúde. O PT informou que os custos da viagem foram pagos pelo partido. Hoje, ela visita as obras de Belo Monte, no Pará, em sua primeira agenda de campanha fora do Sudeste.

Dilma abre vaquinha para campanha

A campanha da presidenta Dilma Rousseff (PT) colocou no ar um site para receber doações de pessoas físicas no modelo crowdfunding, uma espécie de vaquinha virtual.

O sistema é comumente usado para financiar projetos culturais e sociais de forma coletiva. Na divulgação do site, a campanha da petista ressalta que o modelo já foi usado pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em 2008, e pela presidenta do Chile, Michelle Bachelet.

No endereço (doeagora.dilma.com.br), é possível contribuir com qualquer valor, mas o site sugere doações de números que sejam múltiplos de 13, o número de urna da candidata.

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