Ministério da Saúde desmente boatos sobre casos de ebola no Brasil

Dos infectados, 1.069 morreram em decorrência da febre hemorrágica causada pelo vírus

Por leonardo.rocha

Rio - O Ministério da Saúde divulgou nesta sexta-feira uma nota em que desmente todos os boatos que estão circulando nas redes sociais sobre casos de ebola no Brasil. O ministério esclarece que não há caso suspeito ou confirmado da doença no país.

Centro de tratamento para vítimas de ebola em Serra LeoaReuters


De acordo com os dados oficiais divulgados nesta semana pela Organização Mundial da Saúde (OMS), os países acometidos pelo surto do vírus são Guiné, Libéria e Serra Leoa, todos situados na África Ocidental.

Como a doença é transmitida pelo contato direto com sangue, secreções, órgãos e outros fluidos corporais de pessoas ou animais infectados, a transmissão para outros continentes é considerada como pouco provável. A OMS não recomenda quaisquer medidas que restrinjam o comércio ou o fluxo de pessoas com os países afetados. Só em 2014, a doença já matou mais de 1.069 pessoas.

Tráfego aéreo liberado

A Organização Mundial da Saúde (OMS) esclareceu nesta quinta-feira que o risco de transmissão do vírus ebola em viagens aéreas é baixo e que, portanto, não aconselha restrições de voos partindo dos locais onde está havendo surto da doença e nem com destino a eles.

Desde março deste ano foram registrados 1.975 casos de ebola nos países africanos de Serra Leoa, da Guiné, Libéria e Nigéria, sendo que o surto se concentra nos três primeiros. Dos infectados, 1.069 morreram em decorrência da febre hemorrágica causada pelo vírus.

Mortes

A epidemia de ebola que atinge a África Ocidental já matou mais de mil pessoas, de um total de 1.849 casos de infecção, segundo balanço da Organização Mundial da Saúde (OMS) na segunda-feira. Os primeiros casos foram identificados em março, em áreas próximas a florestas do Sul da Guiné, com a morte de 59 pessoas. Especialistas não conseguiram identificar o vírus na origem do surto, cujos sintomas começaram a surgir seis semanas antes do resultados de exames, feitos na França.

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