Homem ateia fogo na casa de torcedora acusada de racismo no RS

Suspeito de incendiar imóvel da gremista Patrícia Moreira foi preso em Porto Alegre

Por tamara.coimbra

Rio Grande do Sul - Policiais civis do Rio Grande do Sul prenderam na noite desta sexta-feira um suspeito — cujo nome não foi revelado — de atear fogo, durante a madrugada, à casa onde morava a torcedora do Grêmio Patrícia Moreira, em Porto Alegre (RS). O atentado seria represália às ofensas racistas dela contra o goleiro Aranha, do Santos, em jogo dos times no dia 28 de agosto. O imóvel estava vazio.

Patrícia foi flagrada por câmeras do Estádio Olímpico e confessou ter chamado o jogador de macaco. Desde então, passou a sofrer ameaça, que levaram a família a mudar de imóvel.

Peritos da Polícia Civil vistoriam a casa da torcedora do Grêmio Ronaldo Bernardi / FolhaPress

O delegado Tiago Madalosso Baldin, da 14ª DP, informou que uma testemunha reconheceu por foto o suspeito, que foi detido no bairro Passo das Pedras, na zona Norte de Porto Alegre. O policial relatou que o homem confessou o crime. Na ocasião, ele disse que havia ingerido bebidas alcoólicas, e que se sentia enojado com a atitude da torcedora e comentou ainda que usou um isqueiro.

O policial disse que o suspeito tem 28 anos e apresentava queimaduras nas mãos. O homem já havia sido condenado por porte ilegal de arma de uso restrito e tráfico de drogas e também possui no histórico uma fuga do regime semiaberto. No fim da noite desta sexta-feira, o pedido de prisão preventiva foi acatado pela Justiça, e o suspeito será levado para o Presídio Central.

O incêndio começou por volta das 4h e foi percebido por vizinhos, que se mobilizaram para impedir que o fogo destruísse o imóvel. Quando os bombeiros chegaram, por volta das 5h, as chamas tinham sido apagadas. Três peritos inspecionaram a casa na tarde desta sexta.

Vladimir Brum, de 37 anos, que mora na mesma rua da casa de Patrícia, contou que o incêndio começou quando material em chamas, aparentemente recolhidos o lixo, foi jogado no imóvel. Outro vizinho, Fernando Azambuja, 64, disse que o clima no bairro é de apreensão desde que o imóvel onde mora a família da torcedora gremista foi apedrejado na semana passada.

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