Por victor.duarte

São Paulo - O superintendente de Produção de Águas da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), Marco Antonio Lopez Barros, admitiu que estuda reduzir a vazão do Sistema Cantareira. Os ministérios públicos Estadual e Federal já ajuizaram ação civil pública pedindo que o uso da água do Cantareira seja restringido.

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De acordo com a Sabesp, a redução da vazão pode integrar o plano de contingência exigido pelo Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee) e pela Agência Nacional de Águas (ANA) para que comece a captação da segunda cota do volume morto. A companhia informou que o volume de redução da vazão ainda não foi estipulado.

Segundo medição da ANA, a vazão do Cantareira liberada para a Sabesp é hoje de 16,6 m³/siG

Segundo medição da ANA, a vazão do Cantareira liberada para a Sabesp é hoje de 16,6 m³/s. Nesta terça-feira, estava em 17,27 m³/s. Os volumes registram queda conforme a escassez de água aumenta. O nível total dos reservatórios do Cantareira continua preocupante e chegou nesta quara-feira a 5,5% da capacidade. Há um ano, o nível era 39,8%.

Esta é a maior crise hídrica da história de São Paulo. De acordo com o governo do estado, a partir do dia 30 deste mês, parte do volume do Sistema Guarapiranga passará a ser usada em complemento ao Cantareira.

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