Por felipe.martins

Vitória - Carlos Henrique dos Santos Pereira, de 14 anos, morreu menos de 12 horas após ser atendido por uma enfermeira e uma assistente social na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Serra Sede, na Grande Vitória. O adolescente chegou à UPA na manhã de sábado sentindo fortes dores no peito e foi atendido por uma enfermeira que faz a classificação de risco em pacientes.

Segundo a família, a enfermeira não diagnosticou a gravidade do caso e encaminhou Carlos Henrique para uma assistente social, que deu alta ao jovem atestando que ele estava apenas abalado psicologicamente. Em nenhum momento o adolescente teria sido avaliado por um médico.

“Cheguei a pensar que estava conversando com uma pediatra e no final descobri que era assistente social. Eu perguntei: ‘vocês não vão fazer nenhum tipo de exame nele?’ Elas disseram que não, porque o caso não era grave. Ela simplesmente olhou para ele, nem tocou no meu filho”, contou, revoltada, Roseni Oliveira, mãe do jovem morto.

Ela disse que Carlos Henrique, que cursava a sexta série do Ensino Fundamental, começou a passar mal na semana passada com um quadro de tosse e respiração ofegante e que caminhava com dificuldade. Por volta das 7h de sábado, ela levou o filho à UPA. O adolescente tinha uma dificuldade na fala e não conseguia pronunciar corretamente as palavras.

Por isso, segundo a mãe, a assistente social entendeu o gesto de falar pouco como um sinal de que o adolescente sofria bullying. A assistente social recomendou que ele fosse para casa e que, na segunda-feira, procurasse uma unidade de saúde para fazer uma nova avaliação.

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