Por tabata.uchoa

São Paulo - Cerca de mil pessoas invadiram ontem 12 usinas de cana de açúcar e álcool no interior do Estado de São Paulo. Os invasores são militantes sem-terra da Frente Nacional de Luta no Campo e Cidade (FNL) e exigem que as áreas invadidas sirvam a assentamentos de agricultores. A suposta morosidade dos governos estadual e federal na implantação de reforma agrária também motivou a invasão.

Os agricultores prometeram deixar domingo, pacificamente, as fazendas invadidas. Todas, ainda segundo os invasores, estão falidas ou sucateadas e por isso foram escolhidas pelo grupo para a ação de protesto. Um integrante da FNL, João Batista Pereira da Silva, de 51 anos, defendeu que as usinas invadidas não sejam financiadas com dinheiro público. Para ele, é hora de se investir nas famílias sem-terra.

“Elas (usinas) paralisaram as atividades, estão sucateadas e não concordamos que seja usado dinheiro público para recuperá-las. Deveria ser usado para assentar famílias nas terras ocupadas pelas usinas”, critica o integrante da FNL.

CANTAREIRA CAI MAIS

Apesar dos três dias seguidos de temporais que alagaram a cidade, o nível do Sistema Cantareira, que abastece a capital paulista, caiu ontem. Segundo a Sabesp, companhia de água e esgoto do estado, o sistema marcou volume acumulado de 7,4%, ou 0,1 ponto percentual a menos que o registrado na sexta-feira.

As tempestades de verão na capital pouco têm ajudado. Apesar de estar no período de chuvas, a média de chuvas de dezembro, até agora, é de 38,6mm, contra a média histórica do mês, de 220,9mm.

A crise hídrica no estado é tão grave que desde abril deste ano o Sistema Cantareira não sobe, e há 240 dias só perde volume. Na quinta-feira, após 26 dias registrando quedas consecutivas, o Cantareira ficou estável por conta de um temporal que atingiu o estado.

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