Aeromoça morta em SP ameaçou deixar o marido caso ele voltasse a se drogar

Corpo da comissária de bordo foi encontrado dentro de uma mala às margens do Sistema Cantareira, em São Paulo

Por victor.duarte

São Paulo - A comissária de bordo Michelli Martins Nogueira, encontrada morta na noite desta segunda-feira, havia ameaçado se separar do marido caso ele voltasse a usar drogas, segundo relato do irmão dela, o fisioterapeuta Gilson Alvesdo Nogueira. O corpo de Michelli foi encontrado dentro de uma mala às margens da represa Atibainha, parte do Sistema Cantareira, em São Paulo.

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O marido da comissária foi encontrado morto enforcado em sua casa. De acordo com o boletim de ocorrência, a Guarda Municipal achou no local uma faca suja de sangue, vestígios de drogas e uma garrafa vazia de vodca. Segundo informações de familiares de Michelli, que estiveram na casa na manhã desta terça-feira, Julio Arrabal era usuário de cocaína e esteve internado há alguns meses em uma clínica de reabilitação.

Comissária de bordo Michelli e marido Julio ArrabalReprodução Facebook

Gilson Nogueira afirmou que já havia brigado com o cunhado por ele ter gritado com a irmã. Um outro irmão de Michelli, Daniel Alves Nogueira, disse que Julio não aceitava a separação. No local do crime, a polícia achou vestígios de sangue no quarto, manchas no travesseiro, lençol e pelo chão da casa, além de remédios de venda controlada.

Durante as investigações, os irmãos da comissária de bordo descobriram que ela já havia feito diversos boletins de ocorrência contra o marido, mas o motivo não foi especificado. Todos os materiais encontrados na casa serão levados ao Instituto de Criminalística (IC) de Americana (SP). Segundo o delegado José Henrique Ventura, que está conduzindo as investigações, o caso está quase concluído.

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