Manifestantes e polícia entram em confronto durante ato em Brasília

Ativistas da CUT, UNE e MST protestam em vários estados contra projeto de lei que amplia a terceirização e o ajuste fiscal

Por victor.duarte

Brasília - Uma manifestação da Central Única dos Trabalhadores (CUT), da União Nacional dos Estudantes (UNE) e do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) contra o projeto de lei que amplia a terceirização acaba em confronto com a Polícia Militar em frente ao Congresso Nacional, em Brasília. Segundo a PM, cerca de 2500 pessoas participaram do ato. Uma pessoa foi detida e pelo menos três ficaram feridas.

GALERIA DE FOTOS: Ativistas e PMs se enfrentam durante manifestação em Brasília

Manifestantes e PMs se enfrentam durante ato em frente ao Congresso Nacional%2C em BrasíliaWilson Dias / Agência Brasil

Centrais sindicais e representantes do setor empresarial estão mobilizados em torno do projeto de lei que regulamenta a terceirização e deve ser apreciado nesta terça-feira, na Câmara dos Deputados. O projeto estende a liberação das terceirizações das atividade-meio para as atividades-fim das empresas.

O presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, conversou ao longo do dia com lideranças partidárias na Câmara defendendo a aprovação do projeto. Movimentos sociais que se posicionam contra itens da proposta marcaram para esta tarde mobilização em frente ao Congresso Nacional. O protesto é realizado também em outras cidades.

Policiais Militares jogaram spray de pimenta para impedir o avanço dos manifestantes da CUTWilson Dias / Agência Brasil

Para Paulo Skaf, a regulamentação da terceirização, tal como está no Projeto de Lei 4330/2004, trará mais segurança jurídica para empresas e trabalhadores. Skaf avalia ainda que o objetivo da terceirização é a especialização.

Na convocação que a Central Única dos Trabalhadores (CUT) fez para o protesto contra as terceirizações, a entidade avalia que o projeto retira direitos da classe trabalhadora e dá aos setores patronais segurança jurídica para manter e ampliar a precarização das relações e condições de trabalho.

*Com informações da Agência Brasil

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