Coluna Esplanada: Bolsonaro mira PSC e prefeitura

Pesquisas nas mãos do PSC indicam que há potencial de ascensão nas urnas para um candidato conservador e de direita no País

Por felipe.martins , felipe.martins

Rio - O polêmico deputado federal Jair Bolsonaro (PP) já tratou com Pastor Everaldo, presidente do partido, e vai se filiar ao PSC em breve. Ele vai disputar a prefeitura do Rio de Janeiro e será o candidato da legenda ao Planalto em 2018. Pesquisas nas mãos do PSC indicam que há potencial de ascensão nas urnas para um candidato conservador e de direita no País. O pleito do Rio será um teste para Bolsonaro. O deputado parece já estar em pré-campanha. Passou o fim de semana em Belém, na festa do Círio de Nazaré.

P de Petrolão

Bolsonaro não vai esperar a ‘janela’ de meados de 2016 para trocar de partido. Sua defesa vai alegar que o PP, enrolado no Petrolão, fugiu aos preceitos da ética do estatuto

Pote de ouro

Procurador da Fazenda, Jorge Messias, fiel escudeiro de Mercadante, deve voltar ao MEC com o chefe, cotado para o conselho que aprova abertura de cursos de faculdades.

Batendo em retirada

O setor de shoppings deu uma freada brusca no Brasil. Menos de uma dezena está em construção no País – três anos atrás eram 15. Há saída de capital de grupos estrangeiros.

Desenterro (das viagens)

A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência levanta a papelada. A Justiça mandou o MPF investigar gastos milionários das buscas dos desaparecidos no Araguaia.

Reinvenção dos Campos

Irmão de Eduardo Campos, o escritor Antônio vai disputar a prefeitura de Olinda (PE). É o pontapé para reinserção da família no Poder. Com a morte de Eduardo, e a sua mãe ex-deputada ministra no TCU, os herdeiros de Miguel Arraes precisam dar continuidade ao clã. O projeto de Antônio desfigura parceria local de 16 anos com o PCdoB.

Mãe & filho

Nos bastidores do PSB a viúva Renata e o primogênito João se preparam discretamente para 2018. Ela pretende ter voz na executiva do partido, e o filho deve se lançar a vereador, no Recife, e depois a deputado federal. Quer seguir a trilha do pai.

Compensação na caneta

A presidente Dilma arrumou jeito de compensar governantes com os tão sonhados créditos retidos do benefício da Lei Kandir. Enviou projeto de lei sobre ‘auxílio financeiro aos Estados e municípios’ referente a 2014, para fomentar as exportações.

Fim das Pedaladas?

O Governo tomou jeito. O Decreto presidencial nº 8.535 ‘dispõe sobre a contratação de serviços de instituições financeiras pelos órgãos e entidades do Poder Executivo federal’. Aparentemente, é freio de arrumação para cessar as ‘pedaladas’.

Há vagas!

De um setor o mercado não pode reclamar nesta crise na economia. No País dos carros (onde o transporte público não funciona), os flanelinhas lucram muito. Guardar vaga e ajudar na manobra virou grande negócio há anos.

Mercado concorrido

Em Brasília, um flanelinha acaba de ser expulso à mão de estacionamento público em frente ao edifício PO 700. Já no Rio o mercado é antigo. Em 2006, um deles oferecia a R$ 1.800 ‘ponto’ de três pilastras debaixo da Av. Paulo de Frontin, na altura da Bispo.

Céu desprotegido

O Governo começou a emitir sinais de que não vai adquirir o sistema de defesa antiaérea de tecnologia russa, prometido para as Forças Armadas para os Jogos 2016. A MP 697, de sexta-feira, cancelou empenho de R$ 1,8 milhão de entrada para a compra.

Sou brasileiro...

Da série ‘sou brasileiro e não desisto nunca’: ninguém se entrega apesar das evidências: Dilma, após a maquiagem nas contas; Eduardo Cunha, apesar das contas na Suíça; e Del Nero, da CBF, parceiro administrativo dos rolos do agora detento José Maria Marin.

Coluna de Leandro Mazzini

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