Na Suécia, Dilma diz que "Levy fica" no Ministério da Fazenda

Presidenta também declarou que é difícil alcançar o reequilíbrio fiscal sem a CPMF

Por marina.rocha

Estocolmo - A presidenta Dilma Rousseff saiu em defesa de seu ministro da Fazenda, Joaquim Levy, um dia depois de o presidente do PT, Rui Falcão, sugerir a saída dele. Dilma, que está na Suécia para série de encontros com empresários, também voltou a defender a volta da CPMF.

“Eu acho que o presidente do PT pode ter a opinião que quiser, mas não é a opinião do governo. A gente respeita a opinião do presidente do PT, mas isso não significa que seja a opinião do governo”, afirmou Dilma. “Se Levy fica, é porque concordamos com a política econômica dele. Não tinha nenhuma insatisfação dele. Eu não sei como é que saem essas informações, são muito danosas”, alfinetou a presidenta.

Dilma posa entre a rainha Silvia e o rei Carlos%2C da Suécia. Nesta segunda%2C presidenta visita a fábrica dos caças GripenRoberto Stuckert Filho / Presidência da República

Neste domingo, em entrevista à ‘Folha de S.Paulo’, Rui Falcão defendeu mudanças na política econômica. Acho que Dilma vai determinar a liberação de crédito com responsabilidade”, disse. “Se o Levy não quiser seguir a orientação da presidente, deve ser substituído”, emendou. Falcão sugere mais verbas para investimento e para consumo, criticando a alta taxa de juros. “Está errada a política de contenção exagerada do crédito. Precisamos devolver esperança para a população.”

Lobby pela CPMF

Dilma aproveitou ainda para fazer nova propaganda da CPMF, o imposto das movimentações financeiras, cuja recriação está por um fio, uma vez que a resistência do Congresso é muito alta. “A CPMF é crucial para o país”, enfatizou a presidenta. “Não estamos aumentando impostos porque queremos, estamos aumentando impostos porque precisamos. A questão da CPMF é a melhoria macroeconômica do país. Pode ser que nesse momento algumas pessoas não entendam, mas certamente entenderão quando os efeitos que essa medida produzir aparecerem”, detalhou, em coletiva.

“Saímos de um déficit de US$ 4 bilhões e acreditamos que chegaremos a um superávit em torno de US$ 16 bilhões. Isso significará que as exportações vão dar sua contribuição. Não é só por causa do câmbio, também estamos fazendo toda uma política de comércio exterior no sentido de garantir acordos comerciais, como é esse que pretendemos fazer com a União Europeia”, continuou.

Dilma foi recebida neste domingo pelos monarcas da Suécia, o rei Carlos XVI Gustavo e a rainha Silvia. Nesta segunda-feira, Dilma se reúne com o primeiro-ministro Stefan Löfven e visita a fábrica dos 36 caças Gripen que renovarão a frota da FAB.

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