Por bferreira

Rio - O teto da aposentadoria pelo INSS caiu cerca de 70% em 40 anos: equivalia a 20 salários mínimos na década de 1970, e hoje é de apenas 6,1 (R$ 4.157,05). Com o envelhecimento da população, a expectativa é que o teto ainda caia mais. Ainda assim, apenas 5% da população se preocupam em complementar os ganhos com um plano de previdência privada, apontou estudo da Serasa Experian. Quase metade da população (48%) não faz qualquer reserva para o futuro, enquanto 42% aplicam apenas no INSS.

Preocupado com o futuro%2C o universitário Thiago Cacicedo%2C de 23 anos%2C estuda o melhor plano de previdência privada para fazer sua adesãoAlessandro Costa / Agência O Dia

Para o consultor financeiro Mauro Calil, é importante ter um plano de previdência privada para complementar o benefício do INSS, mas não se deve descarregar todas as esperanças nele.
“Sozinho, ele não vai garantir o futuro. Por isso é chamado de complementar, e não de completa”, explica.

Quanto mais cedo for planejada, mais fácil será a construção de um patrimônio para o futuro. O ideal é que o prazo para o resgate do capital seja maior do que 20 anos. Abaixo disto, será preciso entrar com aporte bem maior, para compensar o tempo perdido. “Em menos de dez anos é impossível formar um patrimônio considerável para o futuro”, alerta Calil.

INVESTIMENTO DIVERSIFICADO

O investimento pode ser diversificado, para aumentar a segurança. É possível montar uma carteira de longo prazo investindo em vários ativos. Se o investidor for disciplinado, ele pode formar seu patrimônio por conta própria, sem a ajuda de um intermediário.

Já os mais descontrolados financeiramente devem recorrer a um profissional para orientá-los sobre as melhores formas de investir.

Estudante se prepara para aderir o mais cedo possível

Divididos entre planos individuais VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) e PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre), estes produtos são ideais para quem tem menos de 30 anos, observa Roberto Mohamed, especialista em previdência e fundos de pensão.

“Nesta faixa etária é possível fazer aportes menores e construir uma boa reserva”, afirma. Já a partir dos 30 anos, em sua visão, estes planos passam a ser menos vantajosos, a menos que a pessoa tenha uma boa quantia em dinheiro guardada para compensar o tempo perdido.

“O fato da Previdência Social estar cada dia pior foi o motivo para querer recorrer à previdência privada. Além de uma fonte de renda futura, é um complemento à oficial. Já tinha planos de aderir a outra forma de poupança, só esperava ter uma renda um pouco maior para começar”, disse o estudante de Economia da UFRJ, Thiago Cacicedo, 23 anos, que está prestes a aderir um plano privado.

OUTRAS APLICAÇÕES

FUNDOS COLETIVOS
Conhecidos como previdência complementar fechada, estes fundos patrocinados por empresas que oferecem o benefício para atrair e reter talentos são a alternativa mais rentável para completar a aposentadoria do funcionário.

RENDA VARIÁVEL
Investir em renda variável no longo prazo pode garantir rendimentos mais robustos no futuro, apesar dos riscos implicados. Nesta categoria, dois mercados são indicados: ações de empresas e fundos imobiliários. No primeiro caso, é recomendável comprar ações mais conservadoras, de empresas mais sólidas e que tenham tradição de pagar dividendos todos os anos aos acionistas.

CARTEIRA DE INVESTIMENTOS
Outra estratégia é formar patrimônio por meio de carteira com um ‘mix’ de três tipos de investimento: renda fixa, renda variável e imóveis. No primeiro caso, recomenda-se investimentos com baixa taxa de administração e dispensa a caderneta de poupança.

TESOURO NACIONAL
O Tesouro Direto é apontado como investimento com bons rendimentos para o longo prazo.

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