Por bferreira

Rio - Em 2 de abril de 2007, por resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN), foi criada a conta salário para o setor privado, e em janeiro de 2012 para o setor público. São dispositivos diferenciados que não podem ser movimentados por cheques e destinam-se a receber salários proventos, soldos, vencimentos, aposentadorias, pensões e similares, não admitindo outro tipo de depósito, senão os da entidade pagadora.

Por Carlos Roberto F. Araújo

PERGUNTA E RESPOSTA

“Comecei em meu novo emprego esta semana e a empresa pediu que eu abrisse uma conta salário. Qual a diferença desse tipo de conta para uma conta convencional?”

Claudia, Nova Iguaçu

Olá Claudia. Entender a diferença entre as duas modalidades é primordial para o planejamento financeiro de qualquer empregado. A conta salário permite o acesso de qualquer trabalhador ao serviço bancário, sem análise de crédito e nem obrigação de contratação de serviços. Portanto, não há tarifas e só pode ser aberta pelo empregador, pois requer que este assine convênio ou contrato com uma instituição financeira.

Essa conta serve para que o trabalhador receba e movimente o seu salário, o que pode ser feito de duas maneiras: 1- saque no caixa ou em terminais eletrônicos, com o uso de um cartão magnético fornecido gratuitamente pelo banco; 2- transferência eletrônica para conta corrente de sua escolha, na agência e banco de sua preferência, sem a cobrança de taxas.

São também isentos na conta salário: cinco saques parciais ou totais, por crédito depositado; dois saldos mensais nos terminais e dois extratos mensais contendo a movimentação dos últimos 30 dias.

Ressalte-se que quando o trabalhador se torna usuário do sistema bancário, tende a demandar outros serviços como depósitos de terceiros e transferências, débitos automáticos, movimentação pela internet, cartões de crédito, financiamentos, seguros e outros. Todos esses serviços fazem parte de um pacote mensal cujas tarifas são negociadas entre o banco e o correntista. A contratação separada desses serviços opcionais tende a ser mais cara para quem tem conta-salário do que para os que possuem uma conta-corrente regular.

Carlos Roberto é diretor nacional da área de gestão da Universidade Estácio de Sá

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